Distorcer para condenar, método milenar

Dias atrás, recebemos alguns áudios das ‘missionárias anti-Arautos‘ com afirmações tão mirabolantes que chegaram a provocar crises de riso aqui no nosso grupo de amigos. Mas isso é porque, pela sua própria constituição, a mentira descarada não tem consistência, é vazia e inócua, chega a ser risível, e nunca tem a mesma força de atração e convencimento que existe naquilo que guarda um quê de verossimilhança.

Mas é aí, na ‘verossimilhança’, que entra a questão.

Nesses mesmos áudios, também havia acusações que misturavam mentiras com fragmentos de verdade – e é daí que, historicamente, vem a eficácia das calúnias.

Existe um ditado francês que diz: “a verdade está nos matizes”.

Quantas vezes, afirmações foram julgadas de forma equivocada justamente porque não foram consideradas as circunstâncias que as envolviam?

Na maioria das vezes, as perseguições religiosas sempre foram promovidas com disseminação de fatos que misturavam verdade com fantasia – eram ‘meias-verdades’, formuladas de maneira que pudessem causar estranheza e clamor popular.

Exemplo maior é o do próprio Cristo.

Na noite em que foi preso, Jesus foi levado à casa de Caifás, diante dos príncipes dos sacerdotes e de todo o Sinédrio, para ser injustamente condenado à morte.

“Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de o levarem à morte. Mas não o conseguiram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, apresentaram-se duas testemunhas, que disseram: “Este homem disse: Posso destruir o Templo de Deus e reedificá-lo em três dias”. (Mateus, 26, 60)

Com essa calúnia, Jesus foi apresentado como um inimigo da Sinagoga, pois esta afirmação constituiria uma blasfêmia para os judeus. Mas era uma ‘verdade deturpada’ pela testemunha. Na verdade, Jesus havia dito que, se destruíssem ‘este’ Templo, ele o reergueria em três dias – “Ele falava do Templo do seu Corpo” (João 2, 21).

Christianus alter Christus (o cristão é um outro Cristo) – nesse caso, o próprio Filho de Deus quis dar o exemplo a seus seguidores, de todas as épocas.

Foi assim que, desde os seus primórdios, a Igreja Católica sofreu grandes calúnias, que logo se transformaram em perseguições sangrentas.

Por exemplo, nas Apologias de São Justino, célebre mártir do primeiro século, vemos a malícia das censuras levantadas contra os nossos primeiros irmãos na fé.

Os cristãos rejeitavam o culto ao imperador enquanto sendo divindade, e também negavam-se a cultuar os deuses do Império – então, os caluniadores acusavam os cristãos de serem ‘ateus’. Os cristãos se tratavam como ‘irmãos e irmãs’, e por isso os caluniadores diziam que eles praticavam o ‘incesto’. Os cristãos se reuniam para a missa, onde se alimentavam do ‘Corpo e Sangue de Cristo’ (João 6, 54) – e os caluniadores  diziam que eram ‘canibais’ – chegaram a inventar, inclusive, que matavam crianças para beber seu sangue.

E isso ocorreu com inúmeros outros santos, que foram perseguidos por ‘deturpações’ de narrativas, que, na maioria das vezes, pretendiam colocá-los em confronto com as autoridades ou com a Igreja. Exemplo recente é o de São Pio de Pietrelcina, que foi acusado de romper votos de castidade, pobreza e obediência, chegou a ser condenado pelo Santo Ofício, e recebeu mais de 70 visitas apostólicas durante sua vida.

A tática, portanto, não muda muito: basta pegar um fato ou uma frase e torcê-lo para fabricar uma calúnia. Assim, fica mais convincente do que narrar simples mentiras mirabolantes.

No caso dos Arautos, um exemplo característico de deformação proposital é aquele onde tomam a devoção que os Arautos tem aos seus fundadores, e a distorcem para parecer um culto a uma ‘trindade paralela’, com status de divindade.

É um ensinamento elementar da Moral que nenhuma ação ou afirmação deve ser julgada sem que antes se conheça com exatidão o contexto, a finalidade, a intenção. Uma análise séria pode, muitas vezes, deixar óbvio que o verdadeiro delinquente é aquele que acusa.

Além disso, ainda que não se queira dar importância à Moral (como muitos dos oponentes dos Arautos já manifestaram), é preciso lembrar que existe a legislação civil. Foi por meio de processos judiciais que os defensores do Pe. Pio conseguiram fazer com que seus caluniadores acordassem para a realidade, e o deixassem em paz. Assim, nada impede que algumas pessoas diretamente ofendidas pelas calúnias da ‘seita anti-Arautos’ possam, cedo ou tarde, recorrer à Justiça. Existem limites para o mau-caratismo.

8 comentários sobre “Distorcer para condenar, método milenar

  1. Por aí dá para ver a canalhice daquele sociólogo Massimo Introvigne, que, baseado em mero ACHISMO e fofocas, disse que nos Arautos há “uma espécie de culto secreto e extravagante a uma espécie de trindade composta por Plínio Correa de Oliveira, por sua mãe Donna Lucilia e pelo próprio monsenhor Clá Días”.

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  2. Arautos: crias suas são problemas seus, tanto pro bem quanto pro mal. Tirem a Igreja fora dessa se são incompetentes para consagrar seus simpatizantes. Conheço tanto gente séria quanto gente que está aí, vivendo, tipo, uma vida de maçon. Sobre as minhas crias, ou seja, meus próximos de verdade, dou uma dica: conheço muitíssimo mais sobre vocês que vocês de mim. Be carefull, my advantage isn’t so short as yours!!!!!

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    1. Ooooo, AST (sic!), quanto prazer… demorava para o senhor aparecer por estas pragas… olha, agradecemos sua presença. Pensávamos que, pelo menos, daria a cara e diria seu nome, sem recorrer a complexas siglas, mas seja bem-vindo. Em lugar de ameaçar, convidamo-lo a debater… Algum argumento a apresentar?

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    2. Olá Sr AST.
      Nós aqui no blog somos ‘crias’ dos Arautos.
      Está dizendo que os Arautos são incompetentes para consagrar simpatizantes: mas a própria Igreja está cheia de bons e maus filhos – isso é incompetência dela também? Ou apenas um resultado esperado da humanidade?
      E vc saber muito sobre Arautos é esperado – até onde sabemos, os opositores são loucos para saber o ‘jour le jour’, e, em contrapartida eles não estão nem aí para a vidinha dos inimigos

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  3. Dá para pegar cada um dos post desse grupo de mulheres e ver a quantidade de distorções que colocam em cada linha, e refutar uma por uma. Até seria um exercício entretido e útil, mas elas não aceitam debate. Simplesmente estão censurando os comentários favoráveis, a não ser que estes lhes sirvam para puxar a sardinha para sua brasa. Da minha parte, já nem moderam os comentários, simplesmente bloquearam meu nome e e-mail. Será que neste site não podem nos dar cobertura para refutar os absurdos desse site?

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  4. Realmente, o que não falta é distorção mesmo. Na cabeça desses malucos,
    – Devoção a 3 fundadores vira ‘trindade paralela’ (até aquele vaticanista babaca repetiu essa).
    – Consagração de amor vira escravidão material
    – Conversão vira lavagem cerebral.
    – Disciplina vira robotização
    – Papelada vira tapa
    – Croque vira murro
    – Risada vira ‘inimizade’ e ‘desejo de morte’
    Isso é só o que to lembrando de cabeça, mas realmente faz sentido demais!!

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