Apurando uma mensagem de Zucchi

Hoje iríamos postar uma matéria com perguntas e respostas, mas encontramos uma carta ‘fresquinha’ falando mal dos Arautos. Não há muita novidade no texto, mas não resistimos à tentação, e por ora, vamos nos entreter esmiuçando ele. É de autoria de Alberto Zucchi, delfim (com permissão das demais cisões do movimento) do inefável Prof. Orlando Fedeli.

Sempre dizem que os textos da Montfort nunca são refutados – e é verdade, mas não porque sejam irrefutáveis, e sim porque a maioria das pessoas considera perda de tempo. Entretanto, já que não pertencemos a grupo nenhum, vamos fugir um pouco a essa regra, e, na condição de ‘passa-tempo’, montamos um pequeno e humilde revide.

Dedicamos o post ao nosso grupo de desafetos, que leva a sério esse tipo de afirmação.

Nossas observações estão em azul, e pedimos desculpas pelo tamanho (você pode deixar para ler em um momento em que estiver com insônia).
Segue o texto:

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UMA ANÁLISE GERAL SOBRE OS ARAUTOS
Prezados leitores
Salve Maria!

“Aproveito para responder de forma conjunta algumas das perguntas que recebemos sobre os Arautos do Evangelho.

“Está claramente demonstrado a existência nos Arautos do Evangelho de muitos erros doutrinários, ou seja, muitos dos ensinamentos dados pelos Arautos são contrários ao que a Igreja Católica ensina.

Começamos com um pedido: o autor poderia dizer onde está ‘claramente demonstrado’  que os Arautos tenham ‘ensinamentos contrários’ à Igreja? Se essa ‘demonstração’ estiver nas apostilas de Fedeli, aconselhamos a ler aqui o que pensamos dessas obras.

“Também é comum nos Arautos, e principalmente em Monsenhor João Clá, afirmações próprias de quem perdeu completamente a sanidade, como por exemplo, que ele Monsenhor não vai morrer e que Plinio irá ressuscitar, e que juntamente com Dona Lucília governarão a Igreja.

Essa história da ‘imortalidade’ – como diz um adágio sulista – é ‘mais velha que o rascunho da Bíblia’. Quando Dr. Plinio estava vivo, algumas pessoas – dentre elas, Fedeli – surtavam com a mesma questão (de que ele teria dito que não iria morrer). O fato é que não existe nenhuma afirmação taxativa de Dr. Plinio nesse sentido – pelo contrário, ele sempre teve a perspectiva da própria morte, chegando, inclusive, a redigir um testamento. O que ele esperava é que ‘não morreria sem cumprir a vocação’ (o que pensamos que, de fato, se deu). Mas daí para dizer que ‘não morreria’ era mera opinião ‘popular’ entre alguns membros e devotos, sem nenhum aval dele. Atualmente, o mesmo caso se aplica ao Mons. João. Considerando que neste ano ele completará 80 anos, demos uma ‘sondada’ nesse assunto, e pudemos constatar que, nos Arautos, não há inquietação com a perspectiva da partida dele. Desde sua renúncia o Grupo funciona normalmente em matérias administrativas e de governo, limitando-se Mons. João a exercer sua paternidade espiritual de fundador, dando de bom grado todos os conselhos que lhe pedem, até o dia que Nossa Senhora quiser. Sem neuras quanto a isso, portanto.

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“Também há muitas provas do delirante culto que é prestado a Plinio e agora a Monsenhor João Clá. Um culto delirante que transforma Monsenhor João, Plinio e sua mãe Lucília em verdadeiros deuses.

04Aconselhamos que o autor se informe melhor sobre a doutrina católica nesses textos: A definição de culto, Culto a santos em vida, e Culto após a morte e antes da beatificação. Considere reformular suas intrigas. Essas só colam para quem tem visão míope e não gosta de estudar.

“Que possuiriam uma santidade como nunca houve na história e que eles fundariam um reino milenarista onde a Igreja seria de fato substituída por estas três pessoas.

“Milenarismo” é o tipo de crença numa era de bem-aventurança predominantemente terrena – por exemplo, em 2007 Bento XVI disse que a Teologia da Libertação é milenarista.

Dizer que os Arautos são milenaristas é uma afirmação simplória demais. Quando um católico reza no Pai Nosso ‘venha a nós o vosso Reino’, ele está sendo ‘milenarista’? Quando São Luis Grignion, no seu Tratado, disse do reinado de Maria, ele estava sendo milenarista? Quando Nossa Senhora disse em Fátima “por fim, meu Imaculado Coração triunfará”, Ela incentivou o milenarismo? Sobre esse assunto, existem matizes que as mentes apressadas e insuficientemente informadas não conseguem distinguir.

Quanto à alegação de que ‘a Igreja será substituída’ pelos fundadores dos Arautos, aí, realmente, a nossa dúvida é apenas sobre qual tipo de erva foi fumada por quem te contou isso. Provavelmente tratou-se de algum assunto referente a profetismo, no qual o ouvinte entendeu tudo errado.

Aliás, virou moda falar na ‘trindade’ dos Arautos…só porque, coincidentemente, há 3 pessoas às quais se atribui o mérito da fundação. Os opositores poderiam falar ‘trio’, ‘tríade’, mas falam ‘trindade’ por puro mau caratismo, só para dar aspecto de heresia e impressionar pessoas desinformadas (futuramente poderemos postar mais sobre isso).

 

“Tudo isto pode ser constatado em vários artigos que constam do nosso site e outros na Internet em geral e, sobretudo, no livro de autoria do Professor Orlando Fedeli: No país das maravilhas: a gnose burlesca da TFP e dos Arautos do Evangelho. Fica-se espantado com a quantidade de testemunhos que dão conta dos problemas existentes nos Arautos.

Aqui o autor entrega suas ‘fontes’ altamente ‘confiáveis’….internet e livros de Fedeli!

Sobre Fedeli, novamente aconselhamos, de novo, a ler o que pensamos a respeito dele aqui. Na nossa opinião (corroborada pelos outros autores citados no artigo do link), os frutos dessa ‘árvore’ são completamente viciados e sem credibilidade.

Com relação a ‘testemunhos’, também há vários por aí contrários ao Fedeli – mas nós somos honestos, e preferimos incluí-los no rol dos ‘boatos’.

De qualquer forma, desde os anos 1980 já se dizia que os ‘testemunhos’ usados por Fedeli eram sempre mesmo estilo: conta-se um fato, menciona o nome de quem falou tal coisa, mas nunca diz o nome de quem escutou – a ‘testemunha’ sempre está oculta.

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“Mais recentemente vieram a público muitos casos mostrando como os Arautos separam os filhos dos pais, fomentando a divisão familiar, fazendo com que os filhos se julguem eleitos e tratem os pais como réprobos que não tem admiração e reconhecimento por Monsenhor João.

Por incrível que pareça, nos casos em que há divisão familiar, normalmente ela começa mais de uma postura dos pais do que dos filhos.

Há centenas de pais que continuam unidos aos seus filhos que estão lá. Nenhum de nós aqui do blog rompeu com os pais – e ficamos anos e anos lá dentro. Muitos dos pais que hoje acusam os Arautos estavam perfeitamente unidos a seus filhos antes de serem ludibriados pelas calúnias que se seguiram à divulgação dos famosos vídeos. Nesses casos, a divisão foi plantada – ou exacerbada – por estes opositores, e não pelos Arautos. Muitas dessas mães passavam o dia na sede local, mesmo com suas filhas morando em São Paulo, e na época não reclamavam de nada; tinham consciência da vocação religiosa e sua dedicação consequente.

Então, ocorrendo com um racha de mentalidades, não há como manter ninguém unido – por exemplo, um filho que resolve comungar diariamente (e, portanto, exercitar a prática das virtudes) necessariamente irá se indispor com um pai que perde o senso de religião e quer vê-lo ‘paquerando, mostrando macheza’ (vimos casos assim).

De qualquer forma, divisão não é exclusividade dos Arautos. Um belo exemplo disso é a polarização política da atualidade, que, como dizem, estraga o Natal de muitas familias…

Também há alguns casos que claramente se enquadram na descrição de ‘maternidade tóxica’… e aí há pouco a se fazer, a não ser assistir.

E, finalmente há aqueles jovens que possuem naturalmente gênio rebelde, ou, ainda, estão na idade naturalmente impetuosa – causam confusão com a família por qualquer motivo, e isso não é culpa da instituição, que tenta civilizá-los o quanto é possível.

Portanto, muito simplório afirmar que ‘os Arautos separam os filhos dos pais’.

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“Recentemente foram publicados vídeos onde Monsenhor João realiza vários exorcismos em suas discípulas. Sempre em discípulas. O que fica claro é que se trata de uma simulação daquela que é supostamente possuída, ou de monsenhor João ou de ambos. Uma clara fraude cujos motivos de realização são muito estranhos, para dizer o mínimo.

Interessante ver como o autor conclui com tanta convicção de que ‘é uma simulação’ e uma ‘clara fraude’. Será que ele conversou com as pessoas envolvidas, para saber o que aconteceu? Ou é tudo baseado no critério do ‘achismo fedelístico’?

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“Tudo feito contra as regras da Igreja e contra o bom senso e para mostrar o “poder” de Monsenhor João.

Tendo em vista que ele diz ‘tudo foi feito contra as regras da Igreja para mostrar o ‘poder’ de Monsenhor’, aconselhamos a estudar quais são as classificações de exorcismo na Igreja, e quais as orações exorcísticas feitas pelos Arautos.

“Também foram divulgados outros vídeos com reuniões de Monsenhor João com os padres dos Arautos. Nestas reuniões os delírios chegam ao inimaginável e o ódio ao Papa e a hierarquia em geral chegam ao ápice.

O curioso é que não se conhece NENHUMA crítica pública do Monsenhor João, nem dos Arautos, ao Papa Francisco. Apenas uma RISADA, dentre várias outras (que aliás, chegou a público involuntariamente). E essa risada foi suficiente para os loucos de plantão concluírem que há ‘ódio ao Papa e à hierarquia’. Se houvesse tanto ‘ódio e insubordinação’, os Arautos nunca teriam se empenhado para obter as aprovações papais que possuem, e sequer teriam aceitado receber a Visitação Apostólica, que transcorreu com total submissão.

Em relação a críticas em caráter privado, não há nenhuma proibição da Igreja – basta ter convivido nos meios eclesiásticos na época de João Paulo II ou Bento XVI para ver como esses papas eram criticados ‘intra muros’ por muitos padres.

Agora, convenhamos – alguém da Montfort reclamar disso chega a ser hilário. Logo eles, que tem dezenas de textos públicos contra medidas de diversos papas…

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“Também não faltaram relatos de problemas morais. E todos se perguntam de onde viriam os infindáveis recursos financeiros dos Arautos. Como disse certa vez um padre, “nem o Vaticano tem tanto dinheiro com eles”.

Sempre os tais ‘relatos’. Associar ‘problemas morais’ e ‘infindáveis recursos financeiros’ no mesmo parágrafo, obviamente dá a entender que fazem irregularidades.

Dentre nós há ex-arautos que exerceram função de ‘caixa’ financeiro, e de ‘duplas de donativos’. Todos nós sabemos como os Arautos obtém seus recursos, e é exatamente o mesmo método da Canção Nova, TV Século 21, e outros movimentos: por meio de milhares de doações mensais de simpatizantes. Até onde sabemos, ninguém passou fome por causa de ter doado para os Arautos. Essas doações são distribuídas entre as diversas sedes, os gastos são TODOS feitos mediante nota fiscal. Toda a contabilidade dos Arautos é auditada por firmas independentes. Se eles gastam com igrejas, é por uma questão de princípio e de evangelização, como diversas outras instituições católicas fizeram (basta ver, por exemplo, os salesianos, que pouco depois da morte de Dom Bosco já tinham dezenas de igrejas e colégios). Levantar suspeita de ‘infindáveis recursos financeiros’ só pelas construções é de uma estupidez sem tamanho.

Claro que é possível que alguém erre – afinal, ninguém lá está isento do pecado original. Mas isso, se houver, é uma questão individual, e não institucional. De qualquer forma, se o autor, ou esses tais ‘relatantes’, quiserem insistir em acusações desse tipo, que apresentem os fatos concretos. Se for verdade, que o culpado responda. Mas, se for mentira, não houver provas, ou se tratar de ‘meia verdade’, que aceitem o respectivo processo por calúnia.

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“Doutrinas contrárias a Igreja Católica, culto louco a monsenhor João, a Plinio e a Lucília, simulações de exorcismos e ódio ao Papa e a Hierarquia, suspeitas de problemas morais e fraudes financeiras eis um adequado resumo dos Arautos.

Que extensa lista de juízos temerários… Deus tenha piedade.

“Então, os Arautos do Evangelho através de um corpo de advogados extremamente eficiente conseguiu proibir a divulgação desses vídeos e áudios na internet. Aqueles que divulgaram os vídeos sofreram processos. Até os dias de hoje aqueles que denunciam os arautos são processados na esfera civil. Tudo isto é claro constitui uma intimidação para quem divulga os seus erros.

Nunca vimos ocorrer intimidação. Por exemplo, o pessoal ligado à Montfort fala asneiras e calúnias na internet há anos, e os Arautos nunca fizeram nada contra eles. Existem inúmeras acusações baratas nas obras da Montfort que renderiam uns bons processos de danos morais, mas absolutamente nada foi feito.

O que ocorre é que, no caso dos vídeos, nenhuma das pessoas que lá estavam – as irmãs e os padres – consentiu com sua exposição na internet. Direito básico de imagem e privacidade, respeitado no mundo inteiro.

E os outros processos que estão ocorrendo, até onde sabemos, foram ajuizados por pessoas individuais, porque se sentiram lesadas por violação de privacidade e montagens fotográficas degradantes, feitas pelos opositores dos Arautos. Nada, portanto, de ‘intimidação’.

Eles tem total direito de pedir danos morais por isso.

Aliás, um fato curioso: uma das pessoas que está sendo processada havia feito uma postagem – entre muitas outras – debochando que o ‘Mons. João está ‘gagá’, e em ‘estado vegetativo’. Mas logo após ser notificado do processo, esperneou dizendo que isso era uma retaliação ‘coordenada pelo João Clá’.

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“Da parte do clero absoluto silêncio… Com honrosas exceções de um ou dois bispos que pouco tempo depois de suas acusações tiveram que se recolher ao silêncio.

Que ótimo, não estávamos sabendo.

“De minha parte comuniquei as diversas autoridades religiosas o que conhecia sobre os arautos especialmente aquilo que Monsenhor João procura ocultar. Enviei um farto material para todos os visitadores nomeados pelo Vaticano e levei muitas testemunhas para conversar com eles. Para algumas destas testemunhas foi solicitado que prestassem juramento, por escrito, quando de seu depoimento. Em outubro tive contato pessoal com a direção da Congregação dos Religiosos em Roma entregando a eles um grande volume de documentos.

O fato de levar testemunhas não quer dizer muito. No salão de Caifás também havia testemunhas juramentadas.

Com relação ao material que levou, aconselhamos, novamente, a ler o que pensamos do método fedélico.

coracao-990x890No mais, os Arautos devem se sentir lisonjeados com tanto esforço de sua parte para combatê-los. Obviamente isso envolve uma paixão e dedicação que não é comum. 

“Em Roma me informaram que o processo sobre os Arautos já estava em andamento. E que em breve haveria um pronunciamento, uma decisão sobre o caso.

“Todas as autoridades religiosas me disseram que o número de informações que condenavam os arautos é muito grande e me recomendaram coragem e que eu não me deixasse intimidar por ameaças. Que eu incentivasse também aos demais denunciantes a se manterem firmes nas suas decisões.

01Aguardemos então… mas, só uma pergunta: já que mostra-se tão submisso às autoridades religiosas (fato inédito na história da sua entidade), irão aceitar o veredito da Santa Sé, seja ele qual for? Ou só se for do jeitinho que vocês esperam?

“Ouvi de todas as autoridades eclesiásticas sem distinção que algo precisaria ser feito e que havia muita coisa de errado nos Arautos e que até o Papa Francisco estava preocupado com eles. Todos com quem conversei concordaram comigo que o mais importante é condenar o culto delirante a monsenhor João e a Plinio. É este culto que fanatiza tantas pessoas que são ingenuamente iludidas pelos Arautos. Uma palavra do Papa, ou ao menos de alguma importante autoridade romana condenando esse culto e boa parte dos problemas estaria resolvido. Parece muito pouco se comparado ao desastre de deixar os Arautos funcionando como se nada tivesse acontecido.

A preocupação com o ‘culto delirante’ é apenas porque foi o que mais mordeu Fedeli ao longo de sua existência. Porque, na verdade, isso teria importância secundária.

De qualquer forma, se houver culto ‘delirante’, concordamos que seja condenado. Entretanto, dificilmente haverá condenação ao culto normal que é prestado aos santos em vida ou antes da canonização.

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“Entretanto, diante de tantas evidências e de tantas loucuras nada, absolutamente nada foi feito até o presente momento. Os Arautos continuam a utilizar as mesmas igrejas das quais sempre fizeram uso. Porque? O que explica tanta omissão?

Já parou para pensar que eles podem estar ajudando a atender a população? Afinal, eles prestam todo tipo de auxílio espiritual, inclusive os mais desgastantes, e que são deixados de lado por muitos padres – confissões, unções de enfermos e, claro, exorcismos (sim, há bispos que não só autorizam de forma oficial como também pedem, pois tem se dado conta que com os padres arautos funciona mais rápido…).

 

“Porque será que a hierarquia católica não se preocupa que aconteça novamente o desastre dos Legionários?

“Porque houve uma condenação tão rápida e tão forte em outros casos, como por exemplo, em relação aos Franciscanos da Imaculada, e agora apesar de todas as evidências dos erros dos Arautos, inclusive nas duras críticas e até ameaças em relação ao Papa Francisco, os Arautos não sofreram qualquer punição ou mesmo qualquer repreensão?

04Onde os Arautos fizeram ‘duras críticas e ameaças ao papa’? O autor poderia dizer para nós quais foram as palavras exatas?

O que há de diferente nesse caso é que a Hierarquia claramente deve ter percebido (foi avisada, inclusive por nós, óbvio) que existe uma turminha ‘do barulho’, uma torcida organizada agitando contra os Arautos. Nesse caso, tudo fica mais complicado, e não é tão simples distinguir o que é verdade e o que é falso testemunho. Fato este que não é inédito, e já foi vivido pelo Apóstolo Paulo:

“Apresentaram-se os seus acusadores, mas não o acusaram de nenhum dos crimes de que eu suspeitava. Eram só desavenças entre eles a respeito da sua religião (…)”  (Atos dos Apóstolos, 25, 18-19)

“Existem boatos que os Arautos apresentaram ao Núncio um enorme dossiê contra os bispos do Brasil que iria para a imprensa caso eles fossem condenados. Será verdade?

03Aqui o autor faz inteiro jus ao seu status de discípulo do Fedeli: ‘existem boatos’. Sem comentários…


“O que eu constato é uma enorme decepção naqueles que estiveram ligados e foram enganados pelos Arautos, principalmente nos pais que tudo fizeram para livrar seus filhos dos Arautos. Ressalto que estes que estão decepcionados são pessoas que de forma geral não poderiam ser enquadradas como da linha tradicional, pelo contrário, na maioria das vezes são pessoas engajadas nas atividades paroquiais comuns, sejam elas quais forem, e que na condenação aos Arautos se veem completamente abandonados pela hierarquia. É bastante frequente estes que se decepcionaram citarem que esta omissão é semelhante ao que ocorre nos casos de pedofilia.

Quanto vitimismo, meu Deus. Será que o clero está sonegando missas, confissões e bênçãos a esse povo, para eles se sentirem tão abandonados? Negar condenação é ‘abandono’?

“Por que os Bispos das dioceses onde os Arautos têm presença marcante se omitem de qualquer condenação? Qual o motivo de tamanho escândalo?

Essa é boa: agora, ‘deixar de condenar’ é um ato de escândalo!

Da nossa parte, talvez eles ‘se omitem’ porque o apetite por condenação seja uma exclusividade de certos antros da oposição.

“Foi me apresentado um áudio trocado por WhatsApp entre dois Arautos. Dois que pertencem a “cúpula” da instituição. Nele se afirmava que a luta contra os Arautos era algo que envolvia uma luta em toda a igreja, que de fato somente poucas pessoas sabiam o que estava acontecendo. Que esta luta remontava ao tempo de São Pio X com a criação da La Sapienière, que foi uma organização secreta fundada em 1906 e constituída por um grupo de clérigos católicos que se dedicavam a buscar informações de outros eclesiásticos – incluindo cardeais – ou membros de congregações religiosas que eram suspeitas de modernismo teológico. Será verdade?

Também perguntamos: será verdade? Difícil acreditar. Primeiro, porque um áudio trocado entre somente duas pessoas, necessariamente teria que ser vazado por um desses dois. Ademais, até onde sabemos, os padres dos Arautos não costumam trocar esse tipo de áudio, com assuntos mais complexos. Nos aplicativos, limitam-se a avisos e mensagens práticas.

“No áudio ainda se comenta que as autoridades romanas sabiam perfeitamente que Monsenhor João era o braço direito de Plinio, inclusive que era o grande propagador do delirante culto a Plínio, mas que, tendo em vista a função que monsenhor deveria exercer, isto não foi levado em consideração.

Que áudio informativo e conveniente hein? Achamos bastante estranho que um padre ‘da cúpula’ precise explicar isso para outro padre ‘da cúpula’ (que pelo visto, estava desinformado sobre um tema básico), e, ainda por cima, um dos dois deixasse o áudio vazar até chegar num…fedelista. Isso é tão clichê!

Sobre propagar culto a quem não foi canonizado, favor ler, de novo, aqui.

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“Se o que foi informado no áudio for verdade, então a questão da falta de punição dos Arautos estaria ligada a uma enorme batalha dentro da Igreja, e poderíamos perguntar: será que os Arautos estariam envolvidos em uma batalha da proporção do embate descrito no romance de Malachi Martin, A Casa Varrida pelos ventos? Uma luta de tal proporção que levaria um papa a renúncia?

08Aqui o autor cai na dramaticidade e ‘viaja na maionese’. Apesar de acompanharem notícias, os Arautos nunca tiveram apetite para se envolver em politicagens internas da Igreja – e até onde sabemos, quem talvez teria feito esse tipo de jogo foi a máfia gay do Vaticano, que forçou Bento XVI a renunciar.

“E se é verdade que os Arautos fazem parte desta luta certamente não cabe a eles o combate ao modernismo, pelo menos o modernismo doutrinário, e muito menos a defesa da Missa Antiga que eles se recusam a celebrar. Então o que eles fazem? Qual o papel deles nesta luta? De que lado eles estariam? Será que isto teria alguma relação com o fato de Plinio Correa jamais ter se manifestado contra a Missa Nova e jamais ter permitido a publicação do livro de Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira sobre a Missa?

O modernismo é a soma de todas as heresias, e já foi condenado pela Igreja. Para combatê-lo, basta exaltar a Igreja Católica – e hoje os Arautos são parte dela. Portanto, cumprindo o seu carisma específico, eles já fazem o seu papel.

Quanto à missa, ela teve diversos ritos ao longo de dois milênios, e a essência continua a mesma. Os Arautos celebram o rito romano com sacralidade, fazem sermões ortodoxos, e isso é um apostolado mais do que suficiente.

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“É claro que aqui só posso fazer conjecturas, mas sem dúvida o poder ou a proteção com que os Arautos contam na hierarquia é gigantesca. Disto tenho certeza e dou um exemplo.

“Em minha “peregrinação” para esclarecer sobre os Arautos, recentemente fui recebido por um bispo de uma diocese onde os Arautos tem uma grande atuação.

Uma ‘peregrinação’ para falar dos Arautos…quanta paixão! coracao-990x890

“Nesta conversa haviam outras pessoas presentes inclusive um padre com importante função na diocese. Do ponto de vista doutrinário nem o bispo nem a diocese tem uma linha sequer próxima a dos arautos do evangelho, e também estão muito longe de algo que poderia ser caracterizado como uma “linha conservadora”.

“Após ter apresentado diversos fatos o bispo foi enfático na condenação aos Arautos. Explicou a presença deles na diocese como tendo sido fruto de uma manobra que o enganou. O padre ali presente afirmou, mais de uma vez, que eles eram uma seita.

Sempre houve bispos e padres antipáticos aos Arautos – isso é uma herança da indisposição ideológica que muitos tiveram com Dr. Plinio, desde idos tempos. Dentre esses, estão principalmente os ditos padres e bispos ‘progressistas’. Isso, de si, é previsível e faz parte do jogo.

Mas o que realmente não se vê todo dia é o chefe da Montfort se ‘galanteando’ com essa gente – logo ele, que tanto costuma combatê-los em seus textos… Convenhamos, esse tipo de aliança acontece, em graus diferentes. Por exemplo, para condenar Cristo, uniram-se fariseus e saduceus – grupos inimigos entre si. Até Herodes, rei da Judeia, voltou a ser amigo de Pilatos – o representante da Roma invasora.

Quanto ao fato de esses bispos serem autoridades onde os Arautos estão, o que mais incomoda não é serem contrários, e sim o fato de se calarem ou falarem pelas costas, ao invés de chamar para uma conversa sincera e ajustar o que querem e o que não querem. Quando estávamos nos Arautos, vimos casos em que houve uma conversa franca, e tudo se ajustou no dito ‘espírito de comunhão eclesial’. Vimos bispos ou padres horrivelmente contrários virarem amigos após algumas conversas. Comunicação e diálogo evitam guerras desnecessárias.

“Animado, mas sem muitas esperanças, pedi então ao Bispo que ele condenasse os Arautos.

Aqui o autor agiu como um discípulo perfeitamente acabado de Fedeli. Condenação como meta, sempre…

“Ele me respondeu que preferia aguardar a decisão de Roma. Então insisti para que ele condenasse o culto a Plinio e a Monsenhor João. Ao que ele respondeu que quando um padre da diocese fez isto na sua paróquia os Arautos procuraram ao Bispo, ou seja, a ele mesmo, para dizer que se o padre continuasse a criticá-los eles divulgariam o que o padre fazia de errado. E concluiu “eles são muito duros”.

Muito estranha essa conversa. Primeiro, porque esse culto, por ser privado e discreto, nunca foi motivo de transtorno nas cidades onde os Arautos possuem casas. Portanto, difícil que um padre tivesse se ‘atracado’ com eles por conta disso.

A conversa é estranha também porque, na nossa época – ou seja, até cerca de 2014 – nunca houve essa disposição de entregar os ‘podres’ de padres desafetos (embora seja uma prática recorrente dentro da igreja, sobretudo entre seminaristas).

“Algum tempo depois de minha conversa o bispo recebeu os Arautos para algumas comemorações…

Que ótimo. Se for verdade, é um bispo verdadeiramente diplomata.

“Então, o que se constata, é que os problemas dos Arautos estão claros e basta ter um mínimo de boa vontade para verificar o quanto eles estão errados, por outro lado, por razões que não sabemos há uma enorme inércia por parte da hierarquia da Igreja na sua condenação.

Vejam que o autor deixa bem claro que não quer um ‘veredito’, e sim uma ‘condenação’. Ou seja, ele já julgou e condenou em sua mente – e é claro que isso também acontece com muitas outras pessoas que não gostam dos Arautos.

Como esse pessoal reagiria se o veredito trouxesse outro resultado que não fosse uma condenação?

“De nossa parte continuaremos a demonstrar os graves erros dos Arautos e de outros discípulos de Plinio procurando afastar e prevenir especialmente os católicos contra esses erros. É o que podemos fazer. Seguimos o conselho que nos foi dado na Congregação dos Religiosos, mas que infelizmente eles mesmos não cumprem.

Boa sorte. Aproveitamos o ensejo para avisar que agora existe um lugar na internet para mostrar pontos de vista diferentes do seu.

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“Em relação aqueles que têm a autoridade e a obrigação de tomar alguma providência efetiva continuaremos a alertá-los, mas cada vez mais convictos que a sua falta de ação não é devida a falta de conhecimento dos problemas dos Arautos mas por outras razões que, por enquanto, somente podemos supor.

Você acha que é fácil uma autoridade eclesiástica agir sabendo que isso irá causar euforia e felicidade logo na Montfort? Dê um desconto para eles. Talvez só estejam com receio de “bater palma para louco dançar”.

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“Por fim não nos esqueçamos de rezar e pedir o auxílio de Nossa Senhora para que a condenação aos Arautos não tarde mais.
Alberto Zucchi, 2 de abril de 2.019

De novo a ‘condenação’…

Para encerrar, vem à nossa memória uma observação que os membros do Grupo sempre colocavam nos livros, desde a época da TFP: a de que estavam fielmente submissos à Igreja, e que, se naqueles escritos houvesse qualquer coisa contrária à doutrina católica, ‘desde já e categoricamente’ rejeitavam.

Ou seja, na obra de Dr. Plinio e Mons. João, nunca houve o menor interesse em defender pensamentos doutrinariamente equivocados. Disposição para se corrigir existe – o problema é que, até hoje, nenhum teólogo ou canonista mostrou onde havia heresia nas questões ‘polêmicas’ – pelo contrário, mais de um teólogo de renome chegou a afirmar não haver nada de ilícito ou teologicamente errado no que os Arautos vivem ou acreditam.

Assim, se houver uma condenação fundamentada e teológica, certamente os Arautos aceitarão, rejeitarão o erro, e farão penitência. Já se houver uma condenação ‘política’, aí não temos ideia do que fariam – mas, do nosso ponto de vista, eles poderiam objetar, apresentar recursos, enfim, prolongar a discussão por anos, até ‘mudarem os políticos’.

Mas, se não houver ‘condenação’, fica a pergunta: nesse caso, será que os opositores dos Arautos teriam disposição para aceitar o resultado?

Ou continuariam atrás da sonhada ‘condenação’ utilizando-se de outros meios? Só o futuro dirá.

 

Por C. G C.

 


 

“Quando estive em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus vieram queixar-se dele comigo, pedindo a sua condenação. (Atos dos Apóstolos 25, 15”

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22 comentários sobre “Apurando uma mensagem de Zucchi

  1. Pra mim a opinião desse Zucchi vale menos do que um vômito de porco. Aliás as duas coisas não se diferem muito uma da outra…

    Não chega nem a ser terceira força esse aí… tá mais perdido no mundo do que cupim em metalúrgica.

  2. Excelente refutaçao!!!
    Esse tal grupo autodenominado Montfor, derrocha burricie e muita inveja. Há muito complexo psicológico e muita bagunça na cabeza deles…

  3. Senhores, nunca vi tanta loucura em um só texto!!! 😂😂 Alguém interne!!! Esse aí puxou mesmo o seu mestre, como disse Olavo de Carvalho uma vez: “Esse Fedeli tem o raciocínio redondamente INFERNAL”

  4. Fedeli e Zucchi sempre quiseram ser a cereja do bolo de casamento de gala e não conseguiram. Hoje no máximo conseguem ser o torresmo (cabeludo) de um botequim. E os seus discípulos estão no mesmo caminho.

  5. Puxa! Como o Zucchi conseguiu reunir tantas afirmações infundadas!? Ah! esqueci! Ele é o reflexo mais cristalino da loucura do Mutuca!
    Esse ai pode ir para o Guinnes com o prêmio de “Maior Idiota da História”… bom, acho que nem disso ele é digno.rsrs

  6. O pessoal dá Montfort, segundo o anunciador da Sessão da Tarde: “uma turminha do barulho que apronta muita confusão”. Turminha cada vez mais cindida, pequena, raivosa e confusa.

  7. Se ele próprio assume que visitou vários bispos, fazem bem em desmontar as paranoias dele aqui. Vou até enviar para um padre conhecido, que me indicou o ‘Gnose Burlesca’

  8. Deve ser uma frustração tremenda dirigir um grupo que, de tão sem fundamento, nunca cresce. Ao contrário, só definha.
    Vou ser sincero: até me espanta, ver os autores desse blog perderem tempo com tamanha sandice.

  9. Engraçado ver que em nenhum momento, o autor se lembrou de princípios básicos nos ordenamentos jurídicos espalhados pelo mundo. As partes fazem suas alegações e apresentam suas provas. Com base em tudo apresentado o julgador imparcial vê quem tem razão e dá uma sentença fundamentada na lei sob a égide das provas juntadas ao processo. Ele não inventa nada e nem sentencia com achismos. Aqui não é preciso ver que se autor fosse o juiz, certamente não daria uma sentença isonômica, pois antes de conhecer as provas e argumentos de uma das partes ele já deu seu veredito final… E ai do Vaticano dar uma sentença favorável a parte que ele quer ver condenada, só vai faltar dizer que os arautos compram o “juiz”… Assumir que não tem erro nos Arautos e que eles é que estão equivocados, é que nunca veremos não é? Essa conclusão foi o que mais se deixou claro neste textinho de achismos e suposições!

  10. O grande problema é que esse post é ‘racional’, e seus opositores são irracionais.
    Vocês respondem com argumentos, mas os pilares deles são apenas sentimentalismo e paixões desordenadas.

  11. Agora tem que aplicar o termo ‘maternidade tóxica’ para ‘titias tóxicas’ também. Tem uma Irmã lá que lembro que era meio estressadinha mesmo, mas dá até pena do que os familiares estão fazendo com ela, humilhação pública só porque é arauta. Deus tome conta e devolva em dobro essa humilhação para os inimigos.

  12. Tem um carinha aí que fez monografia, está fazendo mestrado, e diz que fará doutorado sobre Dr Plinio. Ele subtraiu um monte de arquivos quando esteve no IPCO, e continua GAMADO na obra de Plinio (com o perdão do trocadilho hehehe).
    Vcs podiam começar a destrinchar essas coisas que ele escrever também. Pelo que já pude ler, é fácil.
    Vou mandar uns links aí por mensagem privada.
    Fica a sugestão.

      1. A devoção que esse tipo tem pelos Arautos, se os membros do grupo tivessem metade dela, creio que seria o suficiente para vir o Grand-Retour.

      1. O que deu para eu entender, é que se trata de uma pessoa vingativa e invejosa. Tipo Lucifer. Que pOr perder o posto de”predileto” o braço direito e tal, se revoltou contra Deus. Não vejo diferença desse tal AlbertoZucchi e Fedelli. O propósito éa destruição da memória de Dr. Plínio e de monsenhor João. Que triste!! Até onde leva o ódio ea ganancia. A luta pelo poder. Se tivesse usado sua sabedoria para fazer o mesmo que monsenhor fez, hoje não estaria assim, com tanta amargura e rancor no coração. Poderia estar fazendo o bem a si mesmo e aos semelhantes. Parabéns aS postagem, as respostas foram de muito esclarecimento. De muita sabedoria e conhecimento da verdade, quanto mais conheço mais amo os Arautos do Evangelho. Agradeço primeiro a Deus e Nossa Senhora por estar presente na vida de D. Lucília para ter educado seu filho e ensinado as virtudes e ensinamentos de Deus e da Igreja Católica Apostólica Romana, Agradeço a Sr. Dr. Plínio por ser um filho obediente e que absolveu o de melhor de tudo que sua mãe lhe ensinou e à Monsenhor João por ter também absolvido tudo de melhor de Dr. Plínio para construir esta grande obra, que arrebatou tantos pecadores da direção ao inferno, que vivia achando que era feliz com as coisas ilusórias que o mundo lhe oferecia, felicidade mentirosa. Obrigada meu Deus por ter escolhido estas pessoas para formar esta grande instituição familiar, de pessoas felizes, porque valorizam a família, os princípios e a moral , que ensinam a ser católicos de verdade, cristãos seguidores dos seus ensinamentos. Sou extremamente feliz de fazer parte desta família, e estou na luta, para vencer tudo que vier contra vocês. Amo cada dia mais os Arautos. E me sinto uma leoa em defesa de sua cria, quando se trata em defende-los. Não me sinto mãe de um ARAUTO, me sinto mãe de todos Arautos. # AMO OS ARAUTOS.# AMONOSSASENHORA#AMOANOSSOSENHORJESUSCRISTO# AMOASANTAIGREJACATOLICA. SALVE MARIA!!!!

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