Submissão à Igreja?

Detalhando um assunto que foi citado no artigo anterior, mostramos aqui alguns exemplos de ‘Declarações’ que, desde a época da TFP, sempre eram colocadas nos livros, cadernos e apostilas de uso oficial dos discípulos de Dr. Plinio. Nessas declarações, eles se colocam fielmente submissos ao Magistério, e afirmam que, se naqueles escritos houver qualquer coisa contrária à doutrina católica, ‘desde já e categoricamente rejeitam’. Vejam alguns exemplos:

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Ou seja, na obra de Dr. Plinio e Mons. João, nunca houve o menor interesse em defender pensamentos que estivessem em confronto com a doutrina católica apostólica romana. Sempre houve disposição para rejeitar o que supostamente estivesse errôneo.

A questão é que, até hoje, nenhum teólogo ou canonista mostrou onde havia ‘heresia’ nas questões ‘polêmicas’.

Em sentido contrário, houve abono de mais de um teólogo de renome. Por exemplo, temas como a devoção aos Fundadores e a “Sempre Viva” receberam pareceres favoráveis do Pe. Arturo Alonso Lobo (canonista dominicano da Universidade de Salamanca), do Pe. Victorino Rodríguez y Rodríguez (teólogo e canonista, professor da Pontifícia Universidade San Esteban, em Salamanca,  Ordinário da Pontifícia Academia Romana de Teologia), e do Pe. Antonio Royo Marín (teólogo, professor catedrático da Pontifícia Universidade do Convento de San Esteban, Salamanca).  Esse último, inclusive, auxiliou o Monsenhor João a identificar o quanto os ensinamentos clássicos da doutrina católica consonavam inteiramente com as matérias explicitadas por Dr. Plinio.

Diante de tudo isso, caso algum dia venha uma condenação que rebata, de forma fundamentada e teológica, aquilo que foi abonado por esses especialistas, provavelmente os Arautos aceitarão e farão os ajustes necessários. É o que eles declaram desde sempre, e não há nenhum segredo nisso.

Por outro lado, pode haver uma condenação de cunho ‘político’ (às vezes acontece na Igreja – por exemplo, o caso dos jesuítas, suprimidos pelo papa Clemente XIV). Nesse caso, não temos ideia do que os Arautos fariam – mas, do nosso ponto de vista, eles ainda poderiam objetar, apresentar recursos, enfim, prolongar a discussão por anos, até ‘mudarem os políticos’. De qualquer forma, essa hipótese não teria nada a ver com questões doutrinárias.

Seja lá o que for, fica uma pergunta: se a conclusão de Roma à Visitação não for a ‘condenação’ pela qual alguns clamam, será que haverá, dentre os ferrenhos opositores, disposição para aceitar a palavra final da Igreja?

 

2 comentários sobre “Submissão à Igreja?

    1. O autor do texto esqueceu, que os canonistas de Facebook são bem melhores que os formado no Angelicum.😂😂😂
      Por isso eles “podem” acusar os Arautos de heresia.

      Curtir

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