Promessa de castidade

Hoje vamos mostrar o nosso ponto de vista sobre um relato de uma ex-arauta, referente a uma ‘promessa de castidade’ que ela teria feito logo no início de sua participação nos Arautos (embora tenha chamado de ‘voto’, na realidade, o que ela relata é uma mera promessa). Como se verá, a autora do texto atualmente se afastou dos Arautos, e não gosta mais dessa entidade. Ela disponibilizou seu relato como munição para o grupo de ‘anti-arautos‘, que o postou na internet (fica, desde já, o nosso agradecimento a nossos opositores pela disponibilização desse precioso e inédito material). Vamos acompanhar o que ela diz, e faremos a nossas observações no final:


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Até aqui, temos um interessante relato, que mostra como as jovens se influenciam mutuamente no sentido de praticar a virtude, e que também revela como Monsenhor João era prudente ao lidar com a inspiração da Graça em mentes tão jovens. A uma menina que, talvez, estivesse dando um passo maior que as próprias pernas, ele decidiu ‘moderar’ o propósito, aconselhando-a a limitá-lo por um ano, provavelmente para que ela pudesse depois, por conta própria, refletir se este era mesmo o caminho querido por Deus para ela.

Agradecemos à autora por ter sido honesta ao dizer que estava ‘enflashada, e não ‘sob medo ou pressão‘.

Agradecemos também por ter explicado sem maldade, mesmo que resumidamente,  o que é ‘vítima expiatória’. E também agradecemos por ter narrado como o Monsenhor freou o desejo irrefletido dela se oferecer nesse sentido.

Pena que, nos parágrafos seguintes, o belo testemunho começou a azedar:

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Obviamente, essa paranoia é um desvirtuamento, uma situação subjetiva, que não tem nada a ver com a promessa em si.

Na parte final do relato, a autora força uma interpretação de acordo com a cartilha da ‘seita anti-arautos’:

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Aqui termina o ‘testemunho’.

Em seguida, encontramos alguns comentários pré-fabricados (já faz um tempo que censuram qualquer opinião contrária, então é uma mera ‘claque’). Num dos que estão disponíveis, uma comentarista anti-aráutica diz coisas como:

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Perguntamos: pelo texto do relato, é possível constatar uma atuação do Monsenhor no sentido de que ele tenha se colocado na posição de ‘divindade’, ou que tenha incutido ‘medo e pavor‘ na garota? Afinal, a autora do relato disse que “estava encantada” e ‘enflashada‘… O que parece é que essa comentarista tem sérios problemas de caráter, ou então, para ser mais benévolo, não sabe regras básicas de interpretação de texto.

Outra comentarista diz: 

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Inicialmente, gostaríamos de saber por que essa comentarista acha que ‘fazer um voto/promessa’ pode ser algo atentatório ao princípio da dignidade da pessoa humana. Porque, até onde sabemos, qualquer relação com Deus, longe de aviltar, dignifica e enobrece qualquer ser humano.

Além disso, parece que essas doutrinadoras da tal garota não sabem (ou omitiram dela) que a definição de ‘maior’ ou ‘menor de idade é uma simples convenção, que varia de país para país, e que deve ser observada para atos que tragam consequências na vida civil. Atos referentes a vida de piedade estão no âmbito da religiosidade, e não estão fazem parte do tipo de situação que esses limites de idade pretendem tutelar. Afinal, a pessoa pode simplesmente aderir ou abdicar de tudo isso sem nenhum prejuízo para si mesma.

Se a lógica desse alucinado grupo ‘anti-aráutico’ for levada às últimas consequências, a Igreja sequer poderia batizar crianças, nem mesmo deveria catequizá-las antes dos 18 anos – afinal, são ‘de menores’ (sic) que ‘não têm condições de escolherem o que querem pra sua vida’.

É óbvio que, para inúmeras situações, é necessário sim o consentimento dos pais. E os Arautos sempre procuraram respeitar isso.

Mas a questão é que, para relacionar-se com Deus – portanto, para aprender e amar as verdades da Fé – a Igreja considera suficiente que a pessoa tenha atingido o uso da razão. Deus não trata crianças e jovens como idiotas e incapazes.

Tomemos por exemplo, as Aparições de Fátima, onde não consta que Nossa Senhora tenha ‘pedido permissão’ aos pais de Lúcia (11 anos), Francisco (8 anos) e Jacinta (7 anos) para mostrar a eles o Inferno, nem para pedir que eles fizessem penitência pelos pecadores.

img-Jacinta-MartoO documento que reconheceu a heroicidade de virtudes dos pastorinhos, promulgado pelo Vaticano em 1989, lembrou as palavras de Cristo “Se não fizerdes como um destes pequeninos não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 18,3), e afirmou que Jacinta “correspondendo sem reservas à graça divina realizou rapidamente uma grande perfeição na imitação de Cristo e voluntariamente consumiu sua breve existência pela glória de Deus, cooperando na salvação das almas mediante fervorosa oração e assídua penitência”. Depois de resumir sua vida, o decreto declara que “sua entrega à vontade de Deus foi total”, o esforço “para corresponder ao amor e às graças de Deus foi constante”, dando provas de “possuir em alto grau as virtudes teologais e as virtudes da prudência, justiça, temperança, humildade, sinceridade e modéstia”.

E tudo isso em uma menina que faleceu com apenas 9 anos!

Será que Jacinta ‘não tinha condições de escolher o que queria para sua vida”, em termos de religiosidade?

Também não consta que o fato de Santa Maria Goretti ter falecido com apenas 11 anos, lutando para preservar sua castidade, tenha sido impeditivo para que ela figurasse na lista das Virgens e Mártires – ou seja, com todos os méritos de quem lutou conscientemente para manter sua pureza.

Ademais, mesmo do ponto de vista laico, um voto de castidade feito por uma pessoa de 12 anos não altera absolutamente em NADA a vida dela, na medida em que não a obriga a fazer nada, nem a obriga a deixar de fazer – afinal, meninas de 12 anos, não podem (ou pelo menos não deveriam) praticar atos contrários à castidade. Não estão na idade para isso.

Por que todo esse chilique então, quando ela fez promessa para algo que, na prática, em nada mudaria seu status quo?

Seja como for, dá para ter quase certeza de uma coisa: se essa mesma menina, com a mesma idade, ao invés de fazer o voto, se enrolasse com um namoradinho, ou pedisse para ‘dormir na casa de amigas’ (velho drible que nem sempre corresponde à verdade), certamente essas mamães não questionariam com tanto fervor a capacidade da filha em ‘escolher o que ela quer para a vida’

Vivemos em uma época onde meninos e meninas estão cada vez mais expostos a uma erotização precoce, e essas pessoas ‘anti-arautos’, usando uma suposta condição de ‘católicas’, resolvem protestar porque consideram ‘violação à dignidade’ que uma criança resolva ficar um ano sem pensar ‘naquilo’!

O que podemos concluir é que essa oposição anti-aráutica tem um verniz católico, mas, ao que tudo indica, não passa de um conciliábulo de pessoas semi-ateias, que sequer conhecem com seriedade os conceitos mínimos do desenvolvimento da pessoa humana.

 

 

 

 

 

 

20 comentários sobre “Promessa de castidade

  1. À medida que eu lia o post eu ficava admirado com a capacidade e sabedoria de quem o escreveu..Cheguei a pensar que foi o Mons.João Clá quem o escreveu,de tão boa está a resposta às acusações.Ao ler os comentários achei que completavam muito bem os argumentos do post. Os anti -Arautos não têm como rebater os argumentos dados.

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  2. O pessoal da seita anti Arauto tá escandalizado porque uma moça de 12 anos faz uma promessa de castidade?
    Estranho seria se essas meninas fossem forçadas a fazer outras coisas.

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  3. Pois é, o mundo está tão de cabeça pra baixo que tem que pedir permissão pra NÃO viver a sexualidade com 12 anos, mas se quiser viver não precisa de permissão não, e até aprende na escola.

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  4. Quem nos dera que tivéssemos mais conselhos sábios e prudentes de castidade, inocência nas crianças,mais corações puros e tementes a Deus. Ai não precisaríamos de campanhas de vacinação. para as crianças a partir de 09 anos contra HIV- que só é transmitida sexualmente,não é mesmo? Campanhas para uso de preservativo ,mortes provocadas por aborto.Se faz urgente sim :conselhos sábios de um Mons.João Cla, pois prudência e sabedoria andam juntas. E essa moça sabe que tudo é VERO,PULCRO e BELO plantado em sua alma dentro dos Arautos do Evangelho,por mais que ela lute consigo mesma,nunca poderá ser retirado,porque ela sabe que é a verdade da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

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  5. Vocês aqui ficam falando como se ela fosse virar uma drogada se não entrasse para os arautos!! Ninguém tá dizendo isso. Só queria uma vida sem exageros, será que ela não pode???

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    1. Por que ex arautos insinuariam que ela se tornaria uma drogada se não entrasse para os arautos? Qual o sentido disso??
      E só pra entender, o que seria essa vida “sem exageros”? Qual seria o exagero no caso, a castidade? Porque castidade é um valor básico de qualquer católico, se você não é católica e não parte desse princípio não faz sentido qualquer argumentação a esse respeito…

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      1. Castidade é um valor básico de qualquer ser humano.
        Um pai não se orgulha de que a filha de 12 anos tenha relação sexual.
        Independente de ser católico.

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  6. Decidir fazer sexo aos 12 anos “pode”, mas decidir manter a castidade aos 12 é muito cedo?!
    Sociedade hipócrita e podre!
    Acaso São Padre Pio pediu permissão aos pais para ser Padre?? NÃO! Ele queria ser Padre pois sentia a vocação e de tanto querer, acabou convencendo o pai a pagar os estudos.
    Por outro lado, tem pais pagando tratamento em clínicas de recuperação, que nem se sabe ao certo se o resultado será o esperado, ou pagando fiança para o mal criado não ficar na prisão…

    A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS!

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    1. Pois é, o mundo está tão de cabeça pra baixo que tem que pedir permissão pra NÃO viver a sexualidade com 12 anos, mas se quiser viver não precisa de permissão não, e até aprende na escola.

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  7. Que loucura dessa seita anti-arautos! Revelam sua maldade e nem percebem, certamente eles queriam que a moça recebesse o conselho de não praticar a virtude da castidade, imaginem que absurdo!!! Ainda mais num ambiente religioso. São tão estúpidos que embora profiram calúnias e todo tipo de desonestidade contra Mons. João, acabaram de revelar como ele conduz com zelo e prudência a formação das moças e rapazes, primeiro desaconselhando a moça quanto a ser vítima expiatória e segundo colocando uma data, a pedido dela, que apesar de não ser audaciosa a manteve na direção da prática da virtude.

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  8. Cuidado para não confundir (caro leitor) ex-Arautos com anti-Arautos.
    MUITO INTERESSANTE o assunto que não quer calar. Meninas estão engravidando aos DEZ, onze… doze anos de idade sem informação alguma, e segundo minhas colegas de faculdade (há dez anos p.p.) disseram-me: ISTO É NORMAL e nós (ASociais) temos que orientá-las!!! Oi??!! Orientá-las em que, se a virgindade já foi perdida, a infância ficou para trás…?? Pularam etapas importantíssimas de suas vidas… Particularmente nunca me senti à vontade com tais comentários “tão modernos” e inclusive era grosseiramente questionada por não concordar com elas.
    Por outro lado, meu sobrinho que hoje tem dez anos, segundo seu pai, será piloto de avião (escolha feita já tem alguns anos), e quando eu perguntei ao sobrinho se ele queria ser um Arauto, como seu tio, o pai logo me respondeu prontamente: “ELE ESTÁ MUITO NOVO PARA DECIDIR ISSO”!!!!!

    Perceberam como a sociedade está com seus valores invertidos? Então uma criança é muito jovem para pensar em seguir a religiosidade mas não é jovem para aceitar a vontade de seu pai em ser piloto????

    Olha só o que tal modernidade vem causando: A sífilis tornou-se um problema de SAÚDE PÚBLICA tremenda, onde nos postos de saúde a própria enfermeira comentou comigo que meninas não conhecem o problema, não sabem evitar doenças, no entanto não tem orientações NEM DOS PAIS para que não tenham relacionamento, pois nem idade para isso elas tem…

    VACINAS já não existem, a proliferação é tamanha que temos um grave problema a enfrentar pela frente. Os laboratórios perderam interesse na fabricação por ser muito barata…

    Pergunto: VALE MAIS VIVER A CASTIDADE OU A MODERNIDADE???
    Lutaram tanto pela LIBERDADE SEXUAL e no entanto não sabendo lidar com o que se tornou um “problema”, partem para o aborto, pois “MEU CORPO” (como dizem elas) é sua propriedade particular onde podem se estragar à vontade, só não podem seguir o caminho da santidade pois é “fora de moda”.

    Monsenhor João, agiu corretíssimamente com a menina que queria fazer seu voto de castidade. Em momento algum ele a induziu a tal escolha… mas as pessoas estão ludibriadas com a falsa liberdade de “faço o que eu quero”… Depois não entendem porque sentem tanto vazio interior.

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  9. Srta ex “Arauta”,
    Seja honesta consigo mesma! Se você não perseverou na vida religiosa, então toque a vida pra frente e não queira responsabilizar pessoas ou a Instituição escolhida pelo seu fracasso.
    Sua situação é comparável a um mal profissional que calunia e difama a uma honrada universidade que o formou culpando-a por seu insucesso gerado na verdade por sua própria preguiça e incompetência.
    Assuma suas limitações com humildade e siga sua vida dignamente crescendo na consciência de que a vida é feita de escolhas e um dia nós seremos os únicos a respondermos por nós mesmos diante de Deus.

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  10. Que absurdo , pra quê ela entrou e ficou na ânsia de votos de castidade ? Pra fazer esse absurdo de cair no mundo, vejo que é uma pessoa indgina, sem caráter nenhum Afff.

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  11. O primeiro relato a jovem esta indignada pois aos 12 anos foi digamos estimulada a mediante de uma promessa guarda a castidade por um ano, coisa que ao meu ver dentro ou fora da instituição, não se cogita algo diferente ate os 13 anos.
    Segundo ponto, a castidade é uma virtude q deve ser estimulada a vida inteira, não tem idade para prática la.

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  12. Se uma jovem faz uma promessa de castidade e tida como absurdo, já se ela está no “mundo” e faz o contrário e acaba em bebedeiras, drogas orgias seria normal, mas os pais de quem estão nesta situação como gostariam de que suas filhas estivessem fazendo essas promessas e seguindo os Caminhos ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo que são os mandamentos e a santidade!

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  13. Muito triste ler tais declaracoes de pessoas que tiveram oportunidades de viver uma vida digna , mas pelo visto o mundo lhe oferecia algo de tao inverso e preferiram seguir os projetos tristes que sao oferecidos …?

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  14. Concordo plenamente com a srta (sra?) Letícia. Há coisas piores ainda hoje. Vemos crianças e adolescentes vidrados em jogos. E até o suicídio infanto-juvenil aumentando.

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  15. “Me diga com quem tu andas que te digo quem tu és”.
    Fui Arauto e hoje sou casado, vejo essas pessoas que fazem esses tipos de comentários-ataques, como pessoas que procuram criar para si, argumentos para levar uma totalmente pecaminosa. Nada melhor que tentar destruir quem me ajudou a praticar o bem provavelmente é assim que pensam.
    É assim que vejo essa gente que não tem hombridade de reconhecer que está caminhando para o lado errado da vida.

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  16. Engraçado é questionar essa inocente promessa de castidade que muitas de nós fazíamos, e ninguém questiona as loucuras que meninas dessa idade fazem no mundo de hoje. Por exemplo, o fanatismo por um Justin Bieber ou outros “artistas” que tem algumas delas. Lembro poucos anos atrás que minha irmãzinha ficava doída com aquela Hanna Montana, que na época parecia algo “inocente” segundo a moral imperante. Vemos para onde descambou essa fulana…

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