Irmã dos Arautos detona mimimi sobre Capítulos

­­CHEGOU!! Pensávamos que não receberíamos retorno, mas felizmente fomos atendidos! Uma outra irmã dos Arautos enviou um maravilhoso email para refutar um pseudo-depoimento que circula ‘na seita-antiarautos‘.

Se eles tem as depoentes deles, nós temos as nossas. A diferença é que nossos contatos ainda estão nos Arautos, e por isso o relato é mais espontâneo, pois essas pessoas ainda vivem os fatos, e não foram submetidas à implantação de falsas memórias (clique aqui para saber o que é isso). Sugestão de falsas memórias é algo que os integrantes da “seita anti-arautos” fazem com frequência nas suas ‘vítimas’. Essa irmã também fala sem a necessidade da aprovação de determinado meio social, costume frequente em renegados (conferir o artigo O papel dos renegados na publicidade negativa).

Vamos ver o que ela disse:


(…)

Podem colocar meu texto no blog de vocês? Espero que sirva de algo. É que não dá para ficar calada diante desse tipo de coisa, e também não é difícil responder. Vejam aí.

Amigo verdadeiro é aquele que te diz a verdade sobre ti mesmo

CAPÍTULO! Divisão de um livro, reunião de uma assembleia, nova página da vida! Para quem não sabe direito o que é um Capítulo, certamente deve ficar meio confuso quando lê essa pasmaceira que publicaram…

O primeiro ponto que queria indicar é que até tempos recentes, era um costume nas Ordens Religiosas realizar capítulos de faltas: reuniões nas quais são apontados os frequentes erros cometidos por um ou mais membros da Congregação. Para que isso? Para humilhar? Lógico que não! São Paulo diz: “aos que faltam às suas obrigações, repreende-os diante de todos”. (Tm 5, 20) Para o progresso da comunidade, é necessário que uns apontem os erros de outros, mas de forma oficial, fazendo com que reduzam as possibilidades de futricagens ou fofocas entre uns e outros. Cada integrante dos Arautos passa por uma dessa ao menos uma vez na vida, embora, de uns anos para cá, somente os maiores de idade posam ser ‘capitulados’.

Eu entrei bem jovem nos Arautos, e depois de um tempo quis me submeter a um Capítulo.

Diz um ditado que nós nos conhecemos pela reação que causamos nos outros. Por isso, sempre achei boa esta instituição do Capítulo. É a franqueza, a transparência na comunidade. Sempre existe gente que prefere falar mal pelas costas (no nosso universo feminino, talvez mais ainda…). Na era da internet, inclusive, é possível falar mal e constranger publicamente através de redes sociais, e até criando blogs para publicar histórias supostamente ‘reais’ sobre antigas amigas….

Lembro de ser uma cerimônia até simples. Formava-se um cortejo, e ao cântico do “Veni Sancte Spiritus” (Vinde ó Santo Espírito), entrávamos na capela. Lá, diante do Santíssimo, divididas em duas alas, rezávamos uma salmodia feita com trechos da Oração Abrasada de São Luís Maria Grignion de Montfort, entremeada com trechos da Bíblia – Livro dos Provérbios, cartas de São Paulo, etc. Depois chamava-se a pessoa que seria capitulada. Esta se prosternava diante do altar, escutava o que diziam, recebia um super conselho da superiora, bem como diretrizes que a ajudavam a melhorar, e pronto. Nem todo mundo é/era capitulado, dependia das circunstâncias, da disposição da pessoa, e, claro, da inspiração da graça. E assim sendo, ninguém recebia acusações típicas de capítulo fora desse cerimonial, e nem se saía comentando depois o que era falado lá.

Hoje recebo esse lindo ‘relato’ de um ‘Capítulo’… quanto drama para descrever algo que, para tantas que aqui passaram, foi tão simples!

Vou colocar os trechos do relato, e depois tentar contar a minha versão do que está nesse texto patético.

001

Primeiramente, se portas e janelas eram fechadas nesta cerimônia, era para se ter mais privacidade em relação às outras que não eram da comunidade. Se fosse feita no pátio, ou em praça pública, seria mesmo uma vergonha…

E outra, eu achava linda a ideia de se fazer isso na capela, diante do Santíssimo Sacramento. Imagina só: Se Deus está presente, nada há que esconder! Tudo está sendo falado diante do próprio Jesus. E se depois não se comentava com as outras o que tinha sido acusado da pessoa, era simplesmente por respeito e porque a intenção do Capítulo não é queimar a boa reputação. Isso faz parte da ética. Não vai me dizer que preferia que se publicasse no jornal (ou em blog, ou facebook)!

002

Se fosse uma cerimônia maléfica, ninguém quereria passar por ela, como é dito nesta frase; e outra, não eram todos os que tinham certo medo de participar dela, mas apenas os que seriam capitulados no dia.

Aliás, talvez a palavra correta nem fosse medo, mas ansiedade, apreensão. Afinal, quem não tem receio de expor-se à opinião dos outros?

003

Qual oração!? Eu não rezei essa oração no meu capítulo. Que eu saiba, como disse lá no início, era uma salmódia feita com trechos da Oração Abrasada de São Luís Maria Grignion de Montfort, entremeada com trechos da Bíblia, o Livro dos Provérbios, cartas de São Paulo, etc. Tudo bem, não é de hoje que a linguagem bíblica choca quem é mundano e acomodado a seus vícios (por exemplo, Gálatas 5:19-21)…

Mesmo assim, essa afirmação da autora me deixou intrigada, e para conferir se tinha algo de real, até fui procurar. Mas….Nada! Tirando essa salmodia, tudo é pura confusão da ‘florzinha’. Aliás, dentro da salmodia, uma das frases que me marcaram foi essa: “É próprio de pessoas corrompidas não gostar de quem os repreende”.

004

Convenhamos, o estado psicológico descrito pela autora desse post – coração disparado, pernas trêmulas – é a sensação que todo jovem, criança e até adulto experimenta em qualquer situação em que é confrontado com uma responsabilidade: diante do pai ou da mãe que o chama para passar uma descompostura, antes de receber um diagnóstico médico, ou quando vamos fazer uma prova, apresentar um trabalho, falar em público … Situações em que somos expostos a realidades, e ao escrutínio alheio – que, aliás, sempre é bem mais realista do que a imagem que nós próprios fazemos de nós mesmos….

Que me desculpe a autora, mas eu já tinha experimentado essa sensação MUITAS vezes antes de ter entrado para os Arautos… Isso indica simplesmente que estou viva e não sou um robô ou um vegetal indiferente ao que diz diretamente respeito à minha pessoa.

E sobre “A pessoa estar literalmente jogada no chão” ….Ui… isso sim acho uma grande humilhação… só que não é verdade! Primeiramente, o ato de prosternar, segundo o dicionário da língua brasileira Houaiss, é o “curvar-se ao chão em sinal profundo de respeito e/ou adoração”. Nos capítulos, eu nunca vi ninguém ‘jogado no chão’, mas com toda compostura a pessoa se prosternava, igual, aliás, um sacerdote se prosterna na cerimônia de ordenação! Imagine se os padres começassem a ficar ressentidos dizendo que “se jogaram no chão”? Simplesmente ridículo! Além disso, seria uma atitude bem distante da disciplina dos Arautos… Não pode se jogar de qualquer jeito nem em um sofá, quanto mais no chão de uma capela!! Ou seja, não passa de um drama da amiga aí. Aliás, esta posição de prosternação é a mesma adotada durante séculos nos “Capítulos de Faltas”, de muitas ordens religiosas. Lembro de um álbum que vi em algumas de nossas sedes com fotos da Espanha no início do século XX, e uma delas mostra um Capítulo num mosteiro, talvez da ordem trapista, e muito parecido com o dos Arautos. Portanto, estudem a Igreja antes de vir falar dos Arautos. Não foram os Arautos que inventaram o Capítulo de Faltas.

005

Para “humilhar cada vez mais”? Como é que é isso? A autora diz que a pessoa era injustiçada, e, ao dizer isso, ACUSA injustamente todas as que falavam no capítulo, pois diz que elas queriam humilhar a outra. Isso é uma calúnia, e ofendeu até a mim. No meu Capítulo fizeram as críticas a mim, e em outros Capítulos também apontei problemas de outras pessoas, e o que eu queria quando fazia isso era ajudar a pessoa a enxergar-se com realismo, e com isso se aperfeiçoar. Como vem essa aí agora dizer que ser franco com alguém é ‘humilhar as pessoas’? Se alguém fazia com essa intenção quando participava de um capítulo, aí o problema é dela com Deus. Mas não vá sair dizendo que todo mundo pensa assim.

Ela diz que “estava simplesmente jogada no chão sem poder se levantar e muito menos se defender“. Ora, defender? Meu Deus, até parece que isso era um ringue ou um tribunal…

Diz também que “eram horas e horas de humilhação, eram distribuídos até papel e caneta para escrever caso fosse muita coisa assim não esquecia de falar nada”. Horas e horas? Só quando eram várias pessoas capituladas no mesmo dia, uma depois da outra. E quem distribuía papeis e canetas? A amiga do lado? Talvez! Isso não faz parte da cerimônia, depende do que cada um pretende lembrar. Ou talvez porque fosse bom especificar melhor as críticas e poupar tempo, não? Se o fato de anotar incomodou quem escreveu esse post, talvez tenha sido porque, em algum Capítulo de outra, ela usou isso para fazer acusações exageradas…

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Sentir-se um “Nada”, ou sentir-se como realmente é? Para quem se auto-ilude, e se tem por um ‘colosso’, realmente deve ser duro ver certas verdades de frente! Lembra da parábola do fariseu com o publicano? O fariseu estava cheio de si, se julgando um ser superior: “não sou igual aos outros, ladrões, adúlteros, pecadores”… imagina se um fariseu fosse capitulado?! Talvez saísse se sentindo o último dos homens – sinal de que assumira não ser perfeito, e assim, estaria aberto o caminho para o conserto. Mas o mais provável é que saísse revoltado e ressentido, com raiva de quem o corrigiu…

A autora diz que “Se sentia mal por dias e dias“… Bem, no meu caso, três dias depois eu recebi o hábito. Não me senti mal coisa nenhuma, pelo contrário, fiquei melhor ainda… Ou melhor, senti algo sim: “o coração começou a bater mais forte e as pernas chegaram a ficar trêmulas” outra vez na hora da cerimônia… mas não foi por nenhum ‘medo’, e sim por alegria. Meus pais estavam lá e acho que eles sentiram a mesma coisa. Que terrível, não?

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Desapegar das coisas do mundo é uma obrigação de todo cristão. Quanto a desapego de família, no meu caso específico nunca recebi esse conselho. Até lembro de um dia em que, depois de eu já estar enturmada, uma superiora me perguntou se eu não queria passar uns dias em casa para matar saudades dos meus irmãos… Eu tinha vivido feliz minha infância em casa, e continuei feliz quando me mudei para os Arautos – foram fases que se sucederam e transcorreram naturalmente. Nem eu nem minha família tivemos problema com isso. Sobre o “entregar-se mais nas mãos dos Fundadores”, aí é claro! Os Fundadores são representantes de Deus para a pessoa que tem vocação religiosa. São eles quem abrem a trilha espiritual a ser percorrida por seus discípulos. Então, qual é o problema de amá-los mais?! E fiquem sabendo que ninguém é “cobrado” para fazer as coisas com mais perfeição. O fato de fazer algo por ‘cobrança’ faz perder o mérito e o amor. O que ocorre é um estímulo mútuo e consciente, ao qual todas se submetem livremente. O carisma dos Arautos é buscar a perfeição em tudo. Se alguém começa a se sentir cobrado, é porque talvez já tenha perdido o amor, e esteja com a consciência confusa.

008

Se deixar um filho passar por uma bronca for questão de amor ou não, então acho que essa última frase está escrita errada. Deveria ser assim: “Imagine se agora, nesse momento, em que está lendo isso, seu filho ou sua filha – a pessoa que você mais detesta no mundo, que não faria nada por eles – estiver passando por isso agora?” Sim, porque está na Bíblia: “quem poupa a vara a seu filho o odeia” (Pv 13, 24). A lógica seria essa.

Sobre a questão de “estar no chão escutando de muitas bocas julgamentos do que fez e até do que não fez, sem poderem se levantar para se defender ou até mesmo discordar“: Bom, num Capítulo as pessoas lançam todas as críticas, mas ninguém profere ‘julgamento’. E gostaria de saber, cara relatante, o que você me diz de todos os arautos que são insultados por vocês na internet, “sem poderem se levantar para se defender ou até mesmo discordar”?

Quem escuta acusações daquilo que fez, deve agradecer a Deus porque há quem lhe diga as verdades na cara, e não pelas costas… De qualquer forma, não me lembro de nenhuma proibição de a capitulada se levantar, se defender ou discordar de algo num capítulo. Não existe nenhuma regra quanto a isso, porque ninguém entra lá com espírito de briga e revolta. Não me lembro de ter visto alguém se rebelar num Capítulo, até porque a pessoa aceitou ou até pediu previamente para participar, e sabe que todo mundo ali já passou pela mesma situação, sem ter ‘morrido’ por isso – a começar pela encarregada. Então, a pessoa no fundo sabe que não é nada terrível, nem nada pessoal contra ela. Algum ressentimento momentâneo pode ser normal nas menos virtuosas – mas nada muito diferente do que se sente quando sai de um jogo. Mas nada comparado a outros casos que dizem já ter acontecido em certas ordens religiosas: por precaução, conta-se que, certa vez, um religioso teve de tal forma o orgulho ferido que matou o monge que lhe havia acusado… no nosso caso, agora estou vendo pessoas revidando anos depois, indo a blogs narrar versões fantasiadas.

010

Quanto drama! Será que tem mesmo gente que leva esses relatos a sério? Acho que uma reprovação em uma prova de escola causa mais dano que um capítulo. Quanto ao aspecto sobrenatural, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho Bem-amado de Deus, não trilhou outro caminho senão o da humilhação diante da ‘opinião dos outros’. Depois do pecado original, o melhor remédio para a humanidade chama-se humildade, isso está no catecismo. E humildade nada mais é que ver-se com realismo, nem para mais, nem para menos. Agora, como dizer que uma cerimônia na qual se incentiva a virtude da humildade seja um dano, que ocasione um mal? Isto é muito contraditório!

011

Se eu estou escrevendo isso, é porque também já passei por um Capítulo, e posso dizer com toda sinceridade que nunca senti tão próxima de mim a mão amiga das superioras e companheiras, que me estendiam para eu conseguir subir. Que sensação salutar senti quando me apontaram os erros, indicando, ao mesmo tempo, a solução para os problemas! Depois de ser capitulada, a sensação foi de alívio. Sendo assim, como “não ter coragem para nada”? Que covardia! E olha, para alguém ter ficado tão ressentida com um Capítulo feito somente entre irmãs de ideal, é porque tem orgulho exagerado… Assim, ao fazer esse drama na internet, está indiretamente expondo essa anomalia, e, portanto, se humilhando voluntariamente…

Se essa pessoa acha que ‘as consequências ficam para sempre, infelizmente’, isso é por uma escolha dela, pois ninguém que conheço ficou abalado por conta de Capítulo. Ou então, é mais provável que boa parte do texto seja apenas um falso testemunho para tentar dar munição a inimigos. Na verdade, acho que é essa última hipótese, e é por isso que estou com esse repúdio todo.

Enfim, a consequência de um Capítulo bem aproveitado é essa: “repreende o justo, e ele te amará” (Provérbios 9,8). Assim, se alguém ama quem o repreende, então é uma pessoa justa. Por outro lado, quais as consequências identificáveis na alma da pessoa que não é justa e recebe uma repreensão? Talvez a resposta esteja nas linhas desse relato “O capítulo”…

***

P.S.: Recebi agora o email com os ‘comentários’ de algumas outras mulheres na página do tal post. Fiz questão de imprimir todos, só para ter o prazer de rasgar e jogar no lixo do toillete. Tem gente lá que não tem a menor moral para se indignar com o Capítulo, principalmente umas que estão humilhando a própria filha/sobrinha que está nos Arautos, acusando-a de louca perante toda a sociedade.
E a Irmã [….] também leu e está aqui desejando que tudo isso um dia vá parar na Justiça, porque gostaria muito de ficar cara a cara com essas imundas que estão escrevendo essas coisas.


Linda resposta, não? O ruim é que ela termina.
Beijos de luz para as recalcadas da oposição.

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20 comentários sobre “Irmã dos Arautos detona mimimi sobre Capítulos

  1. No tempo da TFP ,sem ter sido capitulado,tive a graça de assistir a alguns capítulos.É interessante que quem está apenas assistindo também sai capitulado,pois vai aplicando a si mesmo o que é acusado a outros e procura se corrigir também.Tirei muito proveito dos capítulos aos quais apenas assisti.

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  2. Fui dos Arautos por 9 anos, participei de dezenas de Capítulos e eu mesmo fui capitulado por duas vezes, posso dizer que se passa por uma aflição de exposição, mas é uma graça tão grande e reconfortante que temos vontade de ser capitulados anualmente ou semestralmente. Nos sentimos lavados, mais ainda que em uma confissão geral e vemos logo após todos aqueles que acusaram nossas faltas nos tratando com toda a benevolência… É realmente de se emocionar…

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  3. Uma coisa que acho muito clara é que as meninas que ainda estão nos Arautos – ou que estão recém saídas de lá – são muito geniosas, fortes, com muita convicção de sua situação.
    Em sentido oposto, as que foram ‘adotadas’ por esse grupo de ‘ex’, apresentam uma fragilidade e uma total dependência da proteção dos outros. É a vitimização exacerbada que acaba enfraquecendo a mulher ao invés de a fortalecer, exatamente como Camille Paglia diz ter sido uma perversão do feminismo.

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  4. Fui dos Arautos por muitos anos, morei em diversas casas pelo mundo, mas me marcou muito alguns capítulos dos quais participei. Me lembro muito bem, que há entre todos que participam um “código de ética”, no qual não se pode comentar o que foi acusado fora do capítulo, com ninguem, por caridade para quem foi capitulado, pois aquele capítulo era para servir para a pessoa crescer na vida espiritual e nao ser ridicularizado. Por um certo período, eu nao estava pronto para ser capitulado, e sem comentar isso com meus superiores, eles puderam perceber isso e nunca fui capitulado, até o momento em que estava preparado, para receber aquela graça com a alma aberta. Acho sinceramente isso lindo, principalmente dentro de uma ordem religiosa, onde a pessoa não é nada mais que um instrumento nas mãos da Divina Providencia. Eu vejo no capítulo a colocação em prática do que diz nas Sagradas Escrituras ” Quem se humilha será Exaltado, e quem se exalta será humilhado” Mt 23:12

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  5. Também fui dos Arautos e fui capitulado, e tem um ponto importantíssimo que deve ser mencionado: não se podia acusar nada que fosse pecado.
    Matéria de confissão era para ser tratada com o padre, e não exposta para os demais.
    Por aí se vê que as coisas do capítulo basicamente não afetavam a reputação de ninguém.

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    1. A resposta dada pela irmã é, sem dúvida, a realidade. Nunca participei de um capítulo, mas sei que, pelos comentários que ja ouvi, é realizado unicamente para ajudar a adquirir a perfeição espiritual.

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  6. Fui “capitulado” uma vez na vida e realmente ficou um trauma: o de não passar mais por essa maravilhosa experiência de auto – conhecimento.
    REPREENDE O JUSTO E ELE TE AMARÁ.

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  7. Embora já tenha tido algumas divergências passadas, quero parabenizar a freira pela resposta. A mim me parece que com os Arautos havia acontecido algo semelhante ao que houve com a Rússia na Segunda Guerra. Stalin havia feito expurgos no seu exército, fuzilou vários veteranos, e quando Hitler promoveu a Operação Barbarossa, os pegou de surpresa – o exército russo estava destreinado e sem líderes. Com isso os alemães passearam, e em poucas semanas chegaram às portas de Moscou. Mas depois o inverno deu tempo de os russos se reorganizarem, possibilitando a eles formar novos generais, fazer muita munição, e recuperarem lentamente todo o terreno perdido, chegando depois de alguns anos até a conquistar Berlim (estou falando do caráter estritamente militar, e não ideológico, antes que me acusem de comunista ou nazista).
    Por que digo tudo isso? porque parecia que depois da divisão da TFP os Arautos ficaram meio acomodados, e perderam os polemistas de antigamente. Em 2016 foram pegos como os russos em 1941. Mas agora me deparo com textos como esse, e me alegro. Estamos diante de uma resposta tipicamente RUSSA aos inimigos: um revide explosivo, sem recuos, e principalmente, desproporcional!! Que não parem até a vitória! Mais uma vez, parabéns pela resposta.

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    1. Bom, por enquanto parece que só a Ordem Segunda está ficando “russa”; com essa história. A Ordem Primeira continua excessivamente gentil, querendo resolver na diplomacia. Na nossa opinião, já passou da hora de partir com paus e pedras para cima dessa quadrilha.

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      1. As coisas estão mudando. O Pe. Rodrigo Fugyama, falou um pouco sobre seita dos anti arautos na homilia da missa da reunião de pais e mestres.
        Ele lembrou que os pagãos acusavam os primeiros cristãos de comer carne humana.
        Depois fala das perseguições que sofreu São Francisco, Santo Inácio de Loyola, São João Bosco e São Pio de Peltracina.
        Acho que vale a pena postar essa homilia aqui no blog.

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    2. Eu acho que o ‘expurgo’ do Grupo foi o alijamento dos provectos. Por mais chatos e crueis que eles fossem, atuavam como oposição interna, evitando que certas coisas potencialmente polemicas ganhassem corpo. Tudo era feito com cautela, para não desagradar aos ‘fumaças’ (leituras do Beato Palau, por exemplo). A presença de ‘fumaças’ talvez teria evitado parte dos estrondos atuais. Por outro lado, nada de bom também teria ganhado corpo, como a aprovação eclesiástica e a ordenação de padres. Então foi um expurgo ruim e bom ao mesmo tempo.

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  8. Quem conhece os Arautos e acompanha seus ideais,são eternamente gratos. Pois foram eles que me ensinaram a Amar a Deus sobre todas as coisas, e a Amar Maria,a mãe de Jesus,aquela que todas as mulheres do mundo deveriam ter como modelo de mãe e mulher. Me considero privilegiada por fazer parte desta família maravilhosa chamada Arautos do Evangelho, e de ter uma filha que acompanha eles a 20 anos.

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  9. Fui da TFP e dos Arautos. Essa questão do capítulo existe há tempos,embora na época da TFP fosse mais restrito aos integrantes dos eremos.
    Não sei como é hoje, mas na minha época, geralmente o capítulo era realizado após um retiro. A primeira metade do retiro era feita com os exercícios espirituais de Santo Inácio – que desmontavam qualquer ilusão sobre si mesmo – e a metade restante era de meditações gravadas pelo então Sr João Clá, e que eram mais focadas na admiração, enlevo, despretensão. Geralmente ficava um padre atendendo confissão geral (confissão da vida toda). Depois de um retiro, passar por um Capítulo era algo quase natural. Se essa menina do relato ficou com medo, talvez não tenha feito os exercícios de Santo Inácio.

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    1. São Paulo diz que “Todo acorre para benefício dos justos”.
      Já teve mais de um post do pessoal da “seita anti Arauto” que serviu para as pessoas que não moraram nos Arautos, descobrir os detalhes.
      Explico: não faz sentido um artigo na Revista Arautos sobre o Capítulo. Agora, como querem insinuar que é algo oculto e secreto, acaba gerando um bom post como esse aqui.

      Qual será o próximo tema que eles vão levantar?

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    1. Que maravilha refutar desta maneira ! Tiro o chapéu ! Parabéns! A verdade deve ser dita e proclamada ! Viva os Arautos!

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