Acusado por ódio, e absolvido por justiça

Nós aqui sabemos do que o ódio ideológico e religioso é capaz, sobretudo quando se utiliza de acusações de caráter moral.

A mídia sempre propaga essas coisas com estardalhaço e ampla cobertura, e, quando a mentira cai por terra,  pedem desculpas por notas de rodapé, ou em mensagens rápidas e discretas – nunca assumem quando dão voz e holofotes a mentirosos.

Aconteceu assim com as acusações referentes aos Arautos, e agora vemos acontecer também com um cardeal.

Vejam a seguir uma descrição detalhada da perseguição e da posterior absolvição por unanimidade do Cardeal Pell.


 

Após um calvário de 405 dias atrás das grades, o cardeal australiano George Pell, 78 anos, recuperou a sua liberdade por decisão unânime (7×0) da Suprema Corte da Austrália, após duas sentenças condenatórias em instâncias inferiores, por falsas acusações de pedofilia.

Primeira entrevista

O prelado concedeu sua primeira entrevista, no Seminário do Bom Pastor (Sydney), ao renomado jornalista Andrew Bolt, da Sky News Australia. Foi transmitida no dia 14 de abril. Há alguns meses, Bolt já havia demonstrado a impossibilidade de o Cardeal ter cometido o crime de pedofilia com dois menores ao mesmo tempo na Catedral de São Patrício, em Melbourne nos anos 1990.

Acusado de um crime impossível ou ao menos implausível

Entre as características de impossibilidade ou ao menos implausibilidade se encontravam:

1) falta de tempo suficiente para cometer o crime após a missa ou impossibilidade de que os dois estivessem ao mesmo tempo no mesmo lugar;

2) a tradição (reconhecida pela Suprema Corte) de que bispos estejam sempre acompanhados nesse tipo de missas públicas ou grandes eventos da diocese;

3) inúmeras testemunhas atestavam que ele estaria na frente da catedral cumprimentando os fiéis no momento do suposto crime;

4) o veredicto das instâncias inferiores se baseou na palavra de apenas uma suposta vítima (a outra negou os fatos, antes de morrer de overdose);

5) mesmo que tivesse de fato ocorrido o estupro dos dois adolescentes ao mesmo tempo na sacristia, teria sido presenciado por outros, por se tratar de um local por natureza muito movimentado após a missa.

Perseguição midiática contra a Igreja

Pois bem, o jornalista Andrew Bolt, que sequer é cristão, há tempos já estava intrigado de como, sem qualquer base fática, o cardeal poderia ter sido condenado nesse caso que ele considera como um dos maiores malogros da justiça australiana. De fato, a acusação contra Pell aconteceu durante uma grande campanha midiática contra a Igreja no assunto da pedofilia. Por exemplo, em um programa de 2016, o apresentador da ABC Josh Szeps, falando dos “problemas do Arcebispo Pell”, generaliza despudoradamente: “Acho que o mais relevante é que ele é parte de uma instituição que sistematicamente protege estupradores de crianças e tem uma longa história na execução disso”.[1]

Caça às bruxas e vilipêndio à fé

Na introdução da entrevista de cerca de 50 min., o repórter deixa claro que a decisão unânime da Suprema Corte em favor do cardeal não se travava de uma mera tecnicalidade.[2] A acusação pela qual foi preso e outras simplesmente não faziam sentido (eram contraditórias ou até mesmo risíveis do ponto de vista criminal).

O entrevistador ainda se pergunta como foi acusado por Pell “foi acusado por 26 denúncias, envolvendo 9 supostas vítimas. Cada uma delas ‘ridículas’ caíram por terra”, e conclui: “Parece uma perseguição”.

E num ato de desafio, dispara: “Percebe-se uma caça às bruxas […]. A ABC (Australian Broadcasting Corporation)[3] vilipendiou Pell durante anos”.[4]

Processo legal cheio de falhas e preconceitos

Em seguida, levanta dúvidas sobre o processo investigativo empreendido pela polícia da província de Victoria. E agora, curiosamente, abrem uma nova acusação que levanta dúvidas, pois sobre ela nada se sabe e justo apenas 5 dias depois de sua libertação.

Andrew Bolt lamenta que o processo legal não tenha considerado sequer o princípio básico do direito: a questão do ônus da prova (não havia nenhuma digna de ser considerada como tal). Para o jornalista, seus colegas deveriam repensar o papel da imprensa (em particular, a cobertura da ABC) no meio de tanto ódio.

Pell: “Fantástica implausibilidade” do ocorrido, reconhecida até mesmo pelos inimigos

O Cardeal ressalta no início da entrevista, o quanto a defesa apresentou “a fantástica implausibilidade” de o crime ter acontecido, com centenas de testemunhas contrárias, entre elas membros do coro do qual participavam as supostas vítimas e auxiliares da sacristia.

Até mesmo inimigos da Igreja, relata Card. Pell, reconheceram a má condução do processo, com prejulgamentos e inversão do ônus da prova. E acrescenta o problema do preconceito: “Muitos não gostam de minhas posições. Posso ser chamado de um conservador social. Eu acredito em [posições] cristãs. Tenho posições de modo bastante claro em muitos casos”. Isso não impede, porém, que ele reconheça a existência de “crimes terríveis cometidos em nome da Igreja”.

No entanto, os acusadores alegam que ele não mostrou reação depois da decisão e que, por isso, ele teria sido culpado. Cardeal Pell respondeu que, diante do teor das acusações, ele julgou que teria sido contraprodutivo responder naquela altura, após ter apresentado todos os argumentos de modo cabal.

A Igreja não pagou pela defesa

Bolt ainda indaga sobre quem teria pagado pelo (custoso) processo de defesa. Pell respondeu que foram muitas pessoas generosas, de boas condições, cristãos, católicos etc. Como já se sabia, confirmou que a Igreja Católica “não pagou absolutamente nada”.

Apesar da cela solitária e local lúgubre, Pell afirma: “Eu nunca me senti abandonado”.

Cardeal Pell esteve numa cela solitária, por questões de segurança. Ele de fato reconhece que havia ameaças à sua integridade. Ao mesmo tempo, ele nega que tenha se sentido abandonado atrás das grades: “Recebi mais de 4 mil cartas”. Além disso, teve grande apoio prático. Em seguida, reitera: “Eu nunca me senti abandonado”. Esclarece ainda que aproveitou bem o tempo na prisão, apesar de estar num local “sombrio”. Ficava surpreendido por perceber que certos presos “grunhiam” de desespero, como cavalos.

Sobre o caluniador: “Não tenho ódio; sinto pena dele”

Perguntado até que ponto se sentida furioso, respondeu que não existe ódio particularmente forte de sua parte: “Eu não tenho ódio em relação ao meu acusador. Sinto pena dele”.

Histeria anti-Pell: nenhum das 26 acusações sobreviveu

De acordo com Andrew Bolt, três instituições erraram gravemente no processo: a rede estatal ABC que chegou ao ponto de uma “Histeria anti-Pell”, bem como a polícia de Vitoria (e sua campanha de promoção de denúncias) e dois juízes da Corte de Apelação que tomaram uma decisão inexplicável. A polícia criou uma força-tarefa que incitava acusações, com a presunção de que se ele teria abusado alguém, ele teria abusado de outros. Nesse quadro, vários passaram a ir à mídia e reclamar. Afinal, encontraram 9 acusadores e 26 supostos crimes contra o cardeal. E conclui o entrevistador: “Nenhuma das acusações sobreviveram, porque eram obviamente muito frágeis”. Assim, ele pergunta ao cardeal se ele acha que teria se tratado de uma perseguição.

Ele responde: “Isso não é uma pergunta para mim. Ninguém é juiz em causa própria”. E o entrevistador insiste que parece uma perseguição por parte da polícia de Victoria, ao que o cardeal responde: “Creio que o ônus cabe a eles de demonstrar, com base nas evidências, que isso não é verdade”.

Absurda denúncia cheia de flagrantes contradições

Andrew Bolt ainda continua recordando uma das absurdas denúncias: “Muitas das acusações eram claramente uma piada, ridículas. Alguns envolviam o senhor, supostamente tomando um menino de sua casa, diversas vezes para o estuprar, sobre um altar, até mesmo em público, num cinema, e supostamente durante a apresentação ele teria gritado por três minutos, enquanto sentava à sua esquerda e ninguém aparentemente percebeu o fato. O que me surpreende é que a acusação da polícia continuou mesmo quando se descobriu que o menino não morava naquela casa no ano em que supostamente teria acontecido, o senhor não trabalhava naquela casa, o filme que estavam assistindo não estava passando naquele ano”. George Pell confirma: “É isso mesmo”. Pois bem, Andrew Bolt então pergunta: “O Sr. não está surpreendido com o grande desleixo da investigação da polícia?”

GB: “Fiquei. Trata-se de um caso clássico. […] Eu sequer estava naquela região [quando isso aconteceu]”.

Outra acusação fantasiosa: nenhuma testemunha foi ouvida. Cardeal: “é certamente extraordinário”.

O entrevistador ainda recorda outra acusação fantasiosa de abuso sexual contra Pell: teria se dado com este revestido de todos paramentos depois da missa, acompanhado por um padre ao seu lado e na presença de mais de 50 membros do coro. O caso prosperou mesmo sem ter escutado sequer uma testemunha e assim mesmo a polícia aceitou a palavra do menino. Bolt ainda insiste: “Não existia alguma agenda anti-católica em Victoria, na Polícia de Victoria e Corte de Apelo de Victoria?”

O cardeal reponde sem querer incriminar as instituições, mas deixa claro que não se tratava de algo normal: “Eu não sei como explicar, mas é certamente extraordinário”. De modo indireto, confirma que de fato existia uma perseguição anticristã: “Certamente, as pessoas não gostam de cristãos que ensinam o Cristianismo, especialmente a respeito da vida, família, e assunto como esses. Eles ficam muito zangados com isso. Deixo isso para outras pessoas para julgar”.

Primeiro-Ministro da Província toma partido

Pois bem a reportagem ainda reforça que entre as 26 acusações contra o cardeal, nenhuma sobreviveu ao processo, incluindo acusações que não entrevistaram sequer uma testemunha. A Corte de Apelo foi criticada pela Suprema Corte por não ter tomado medidas concretas relativas à defesa, como se procede em qualquer estado democrático de direito. Andrew Bolt ainda recorda que o Primeiro Ministro de Victoria tomou posição abertamente contra o cardeal e quem ousava visitá-lo na prisão, era logo vilipendiado pela imprensa.

Pell: “Existe uma tentativa sistemática de remover os fundamentos legais judaico-cristãos”

Para o Cardeal George Pell “é difícil entender os motivos [dessa campanha]. E todas as evidências factuais que o senhor [Bolt] apresentou são realmente verdadeiras. As guerras culturais são reais. Existe uma tentativa sistemática de remover os fundamentos legais judaico-cristãos, como por exemplo, o casamento, a vida, gênero, sexo… E aqueles que se opõem a isso… Infelizmente existe menos discussão racional, e mais jogo humano, mais abuso e intimidação. E isso não é bom para a democracia”.

“Guerra cultural” contribuiu para a sua condenação, bem como a posição da ABC: “traição do interesse nacional”

Andrew Bolt: “Então o senhor acha que foi uma vítima da guerra cultural?”

George Pell: “Eu acho que isso contribuiu”.

O entrevistador questiona se o papel exercido pela ABC preocuparia o cardeal.

A sua resposta é desafiadora: “Sim, porque em parte é financiada pelos impostos dos católicos. Eu acredito na liberdade de expressão. Eu reconheço o direito daqueles que são diferentes daquilo que penso, mas existir uma posição exagerada e somente de um ponto de vista numa televisão estatal… Eu acho que isso foi uma traição do interesse nacional”.

Pell sobre o detrator: “pergunto-me se ele teria sido usado”

Bolt ainda indaga outro assunto delicado, a saber, se a suposta vítima do crime de pedofilia, falsamente acusado, teria algum interesse. Ou seja, “tudo ficou baseado na acusação de apenas um acusador. O que o Sr. acha que o moveu a fazer isso?”

Pell: “Eu não sei. Eu não sei. Eu me pergunto se ele teria sido usado”. Em outras palavras, o cardeal confirma a possibilidade de a suposta vítima ter sido manipulada.

Vingança por parte de alguém do Vaticano?

O entrevistador ainda vai mais longe. Pergunta ainda se teria alguma relação com as atitudes que o cardeal contra a corrupção em Roma, na época em que era o “tesoureiro do Vaticano”, ao que respondeu:

“A maioria das pessoas mais experiente de Roma e que eram de alguma forma simpáticas às reformas (financeiras) creem que existe uma relação com o processo que sofreu”. Contudo, Cardeal esclarece que não tem nenhuma evidência a esse respeito. Ainda comenta que “houve muitos artigos em torno da época de Natal que expuseram todo tipo de coisas, como compras desastrosas [por parte do Vaticano], como algumas em Londres. E está demonstrado que éramos tenazmente em oposição a essas coisas”.

Pell: o Papa Francisco respeita a sua honestidade

Ainda sobre a relação do Cardeal Pell com o Vaticano, Bolt indaga-o se sentiu apoiado pelo Papa Francisco em todo este affaire.

O purpurado respondeu que se sentiu apoiado por Francisco, embora afirme que suas posições teológicas não sejam exatamente as mesmas dele. Crê ainda que o Pontífice o respeita por sua honestidade.

Posição evasiva por parte dos bispos locais: “É a vida”

Quanto ao relativo apoio de seus companheiros no episcopado, comenta conformado: “É a vida. Mas o que é mais surpreendente é que inclusive os meus principais oponentes em Roma não acreditavam nas histórias”.

Vingança? Como conduzirá a sua vida?

Perguntado se haveria alguma relação com a corrupção em Roma (Bolt fala de máfia). Pell respondeu: “O que estávamos fazendo e dizendo em Roma foi massivamente vingado”.

No momento o cardeal espera agora se dedicar a uma vida recolhida, escrevendo e lendo. Não pretende comentar assuntos internos da Igreja na Austrália, preferindo assim analisar os assuntos internacionais. Comenta também que não se sente particularmente ferido com tudo o que aconteceu, mas comenta: “Uma das coisas que lamento é a ideia de que não sou suficientemente simpático às vítimas”.

Suicídio? Sou cristão! Medo? Não, pois sabia que era inocente

Andrew Bolt ainda perguntou: “Como o senhor não terminou por se matar?”

Nesse ponto (e único) da entrevista, George Pell se toma de indignação: “Oh que lixo! Eu sou cristão!”

O entrevistador admite que colocou a questão de modo muito grosseiro, reformulando: “Como o senhor sobreviveu ao ponto de dizer que não está com medo”?

A resposta foi taxativa: “Porque eu sabia que era inocente. E essa é uma situação bem diferente de uma pessoa que sabe que é culpada. Quando se tem uma mente sã, não se pensa no suicídio. Nunca entrou na minha cabeça isso”.

Oferecer o sacrifício para Deus

Recordou ainda o princípio cristão de que se pode oferecer o próprio sofrimento para Deus. Algo que lhe confortou foi o fato de que “milhares de pessoas estavam rezando por mim e eu seriamente creio que uma razão pela qual levei tão bem a adversidade foi a oração de todas essas pessoas”.

Pell transparece tranquilidade durante a entrevista

Já no release da notícia, Andrew Bolt comentou um dado que ele julgou importante: “Ele [Cardeal Pell] parece mais em paz do que nunca tenha visto”.

Por fim, detalhou que Pell lhe relatou a história de Jó e a provação infligida por Deus.

Conclusão

Como conclusão, o comentário de Andrew Bolt coloca o dedo na chaga: “E isso é uma das coisas que as pessoas na mídia moderna não entendem e por isso sim deveriam eles temer. E isso digo como um não cristão. Na realidade eu o admiro por isso. Agora, se ele [Pell] nunca pecou, como posso saber disso a respeito de qualquer pessoa… Contudo, no tocante aos crimes que ele foi acusado e preso, a esse respeito eu tenho certeza da resposta: ele absolutamente não os cometeu. A evidência é conclusiva, e não importa se você gosta ou não gosta dele: ele foi vítima de um chocante extravio da justiça. A polícia de Victoria e a ABC devem ser responsabilizados por isso. E aos juízes da Corte de Apelação, deixo a decisão deles para a sua consciência”.

[1] https://www.youtube.com/watch?v=5gLgu3ZO2Y0

[2] Com efeito, a decisão afirmava que existia uma “significativa possibilidade de que uma pessoa inocente tenha sido condenada”.

[3] Rede de televisão estatal da Austrália.

[4] A rede ABC negou que se tratasse de uma perseguição em editorial (https://www.abc.net.au/news/about/backstory/news-coverage/2020-04-11/why-the-abc-reporting-of-the-pell-case-was-not-a-witch-hunt/12137620). Andrew Bolt, em sua resposta, diz tudo: “ABC nega que tenha feito caça às bruxas em relação a Pell. Então que prove […] A ABC deveria estar envergonhada, humilhada, arrependida e implorando por arrependimento por seu papel central no vilipêndio, destruição e aprisionamento de um homem inocente”. https://www.heraldsun.com.au/blogs/andrew-bolt/abc-denies-pell-witchhunt-how-we-laughed/news-story/130e04313a00ac54789f07fea79d9f18

 

Traduzido por: gaudiumpress.com

9 comentários sobre “Acusado por ódio, e absolvido por justiça

  1. Embora Bergoglio tenha sido enquadrado pelo globalismo, para não dizer outra coisa, é certo que que o povo fiel continua a ouvir a voz segura e verdadeira do seu pastor, a Porta por onde as ovelhas entrarão. A luta não terminou, e aquelas que acham a voz do Pastor muito dura já gritam Barrabás, e encarceram e caluniam aqueles que não gritam, pois estes sabem que só encontrão palavras de vida eterna no Deus verdadeiro. Coragem Cardeal Pell quem sabe não és chamado a ser um novo Atanásio no Colégio Cardinalício.

  2. Bonito o exemplo dele de serenidade. Vemos claramente que foi vítima de uma perseguição por defender valores contrários ao que a mídia e certos setores liberais pregam. No fundo, vê-se que é uma perseguição à Igreja como um todo, que é bem retratado na passagem a seguir do livro da Sabedoria:
    Os ímpios dizem:
    Armemos ciladas ao justo,
    porque sua presença nos incomoda:
    ele se opõe ao nosso modo de agir,
    repreende em nós as transgressões da lei
    e nos reprova as faltas contra a nossa disciplina.
    Vejamos, pois, se é verdade o que ele diz,
    e comprovemos o que vai acontecer com ele.
    Se, de fato, o justo é ‘filho de Deus’, Deus o
    defenderá e o livrará das mãos dos seus inimigos.
    Vamos pô-lo à prova com ofensas e torturas,
    para ver a sua serenidade
    e provar a sua paciência;
    vamos condená-lo à morte vergonhosa,
    porque, de acordo com suas palavras,
    virá alguém em seu socorro’.

  3. Excelente artículo!! Gracias por publicar. Al final siempre triunfa la verdad y así será con los Arautos, también.

  4. Fiquei impressionado com a segurança com que o Cardeal resistiu a toda a perseguição contra ele.Ele tinha certeza que era inocente.Isso é que dá calma durante a perseguição.A certeza de ser inocente.Primeiro, diante de Deus ele estava com a consciência tranquila.E depois, diante dos homens ele espera que a verdade apareça e a justiça será feita. Lembremo-nos de Santa Joana D’Arc. Foi condenada pela justiça humana e queimada como feiticeira.Mas aos poucos a verdade foi aparecendo e hoje, já de longa data , a cultuamos como Santa.É a beleza da inocência.A inocência sempre vence.

    1. Sobre Santa Joana D’Arc, a escritora V.Sackville-West, em seu livro em que narra toda a vida dela,disse que ela é uma das personagens históricas sobre quem há mais documentos arquivados. Desde os depoimentos de todos que a conheceram antes dela partir para a guerra,os depoimentos de seus companheiros de combate,até os documentos do processo que a condenou como herege, feiticeira, etc. A escritora conta que os ingleses fizeram de tudo para condená-la à morte e tentaram inclusive desmentir que ela era virgem, tentando abusar dela na prisão.Foi salva pela intervenção de alguns militares.

      1. Eu li o livro sobre Santa Joana D’Arc há 14 anos e só agora tive curiosidade de ver quem era a autora.Fiquei decepcionado, pois ela além de casada, era lésbica e teve várias amantes fora do casamento.Entretanto o livro se baseou em documentos e fatos históricos e a vida pessoal da escritora não deformou a narrativa da história de Santa Joana D’Arc. Narro isso só para constar.

  5. “No momento o cardeal espera agora se dedicar a uma vida recolhida, escrevendo e lendo.”
    Quando li essa frase fiquei um tanto inconformada… apesar de compreender os motivos do Cardeal Pell, sinto que as coisas não deveriam ser assim. É comum quando ocorre fatos assim, as pessoas tenderem ao silêncio e ao anonimato. Claro que se esse comportamento for desígnio de Deus, é inteiramente justificável, porém, creio que não é isso que Deus espera das almas mais chamadas a Ele.
    Após períodos em que esses perversos tentaram, através de mentiras, apagar a luz da moral de alguém porque este serve a Deus, deveria era ascender ainda mais para continuar irradiando a sua luz por aí deixando claro as trevas que envolvem esses perversos.
    Ainda bem que no Brasil as coisas não funcionam bem assim. Não rebaixando a combatividade de outros povos, digo que o brasileiro é extremamente aguerrido e caso houvesse algum caso assim, não iria se intimidar e sim avançar. Afinal, aqui é a terra daqueles que não fogem a luta, rs.

  6. É uma pena que essas perseguições religiosas e midiáticas tem chegado ao Brasil. Como vimos no artigo, na maioria das vezes (para não generalizar), as supostas vítimas são manipuladas (e, em alguns casos, compradas), as acusações são infundadas, as reportagens são convenientes e tendenciosas e as entrevistas parciais.
    O que me impressiona é a serenidade e paz de alma dos acusados. Como citado no texto, o Cardeal Pell manteve a calma e a confiança em Deus: “Porque eu sabia que era inocente. E essa é uma situação bem diferente de uma pessoa que sabe que é culpada. Quando se tem uma mente sã, não se pensa no suicídio. Nunca entrou na minha cabeça isso”.
    Quando o acusado é realmente culpado, tende a entrar em desespero. Engraçado que analisando fatos semelhantes, notei que aqueles que eram os acusadores estavam sobrevivendo a base de medicamentos como por exemplo anti-depressivos. Não deveria ser o contrário? O acusado estar preocupado com a acusação e o acusador em paz?! Bem, isso se dá apenas quando o crime realmente aconteceu e a denúncia não é caluniosa.

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