Uma sugestão para facilitar a reabertura de igrejas

A pandemia do covid-19 é o maior drama global desde a II Guerra Mundial, capaz de acarretar desdobramentos que exigirão muitas formas de adaptação.

Segundo especialistas, após o fim da quarentena, permanecerá no mundo – por uns dois anos, ou até mais – um inevitável receio de locais com aglomeração, e provavelmente continuarão válidas as diretrizes das autoridades médicas, no sentido de “evitar aglomerações, evitar contato físico ou proximidade inferior a dois metros, e evitar objetos e superfícies tocados com frequência”.

A pergunta que fazemos é: como ficará a Igreja nesse cenário? Um editorial do jornal francês ‘Le Monde’, publicado em 11/04/2020, tentou adiantar a questão:

“Com o confinamento decretado, as denominações religiosas foram confrontadas com um desafio coletivo sem precedentes: como permitir que seus fiéis pratiquem apesar da suspensão de todo reagrupamento? (…)
“Depois dessa pandemia, é mais do que provável que os agrupamentos permaneçam proibidos permanentemente ou, em qualquer caso, sujeitos a condições sanitárias drásticas, mesmo quando o processo de “desconfinamento” começar. Tanto os fiéis quanto os religiosos devem se preparar para isso”.

Por esse pensamento, quase seríamos tentados a achar que, embora a pregação e a catequese continuem possíveis (e até mais amplas) via internet, o aspecto “litúrgico” da fé estaria seriamente ameaçado. Isso significaria uma deformação na Igreja, que, no Catecismo, é definida como “o povo que Deus reúne no mundo inteiro”, e que “realiza-se como assembleia litúrgica, sobretudo eucarística” (Catecismo da Igreja Católica, 752).

Como conciliar, portanto, assembleia litúrgica e eucarística com as medidas de distanciamento atuais?

A solução, ao menos em parte, pode estar em configurações litúrgicas do passado, de antes do Concílio de Trento.

Entre o Édito de Constantino e fins da Idade Média, o espaço interior das igrejas não possuía assentos ou cadeiras – os fiéis limitavam-se a ficar em pé ou, no máximo, de joelhos sobre o piso (inclusive, esse ainda é o costume em igrejas ortodoxas, que, devido ao cisma, ficaram paradas no tempo).

Basilica de Santa Sabina (século V), Roma
Catedral de Laon (século XIII), França

Sobrevindo a revolução protestante, surgiu o conceito de ‘igrejas-auditório’, onde a “pregação da palavra” ocupou posição central, em substituição à liturgia eucarística. As igrejas ‘reformadas’ não eram um espaço para rezar e assistir missa, mas para sentar-se e escutar pregações.

Para fazer frente a esse movimento, a Igreja implantou a Contra-Reforma, onde acrescentou uma série de coisas que antes não existiam.

Por exemplo, para confrontar a panfletagem luterana, publicou-se o Catecismo, e, em complemento ao ambão onde eram feitas as leituras, foi necessário instituir o púlpito, para que fossem feitos sermões. Devido a esse contexto, foram introduzidos assentos e cadeiras nas igrejas. Podem conferir: as igrejas e catedrais medievais sempre possuem bancos e púlpitos em estilos destoantes do original, e quando possuem em estilo gótico, foram feitos no ‘Gothic Revival’ do século XIX.

Abadia de Saint-Denis (século XIII), Paris, França

Nos tempos recentes, novos costumes litúrgicos instituíram momentos de contato físico entre os fiéis, aumentando ainda mais a proximidade… e isso agora foi fulminado pelo coronavírus.

Fica então a questão: será que as igrejas, se deixassem o espaço litúrgico parecido como era antes do Concílio de Trento, poderiam se tornar seguras nesses próximos tempos?

Provavelmente sim.

Afinal, com a retirada dos assentos e a maior quantidade de missas, as mesmas normas de distanciamento mínimo destinadas ao comércio poderiam perfeitamente ser adotadas no recinto sagrado. O próprio Judiciário já se manifestou no sentido de que, mesmo nesse contexto atual, não haveria problema no fato de as instituições religiosas acolherem fiéis “de forma limitada e ordenada, sem aglomerações” (TJ-SP, Des. Geraldo Francisco Pinheiro Franco, processo 2055157-26.2020.8.26.0000).

No mais, já que as pregações agora podem ser escutadas por outros meios, seria necessário mais estímulos para atrair pessoas para uma igreja, e aí entrariam fatores de ordem sensível como estar um ambiente belo e repleto de significados, sentir o perfume de incenso, escutar o som de sinos e cânticos sagrados, ver um cerimonial sacrossanto, etc.

Para o caso dos Arautos do Evangelho, não haveria dificuldade em se adaptar a essas condições, pois sempre fizeram um belo cerimonial e construíram admiráveis igrejas, inclusive com pisos ornados com pedras muito belas – uma característica que, talvez, pode ter sido inspirada diretamente pelo Espírito Santo para épocas em que fosse necessário remover a mobília e deixar o espaço mais amplo…

32 comentários sobre “Uma sugestão para facilitar a reabertura de igrejas

  1. Como bom mineiro,eu me pergunto o seguinte: ‘Será de fato um protestante em processo de conversão ou é alguém que inventou essa história para fazer as perguntas que ele fez?

    1. Entendo a suspeita em ambiente de polêmicas, mas nenhuma das perguntas teve a intenção de denegrir a Instituição, tanto que as fiz publicamente e inclusive recomendando que se escrevesse longamente sobre. O senhor sabe o que dizem dos Arautos por aí, é justo que haja uma resposta à altura e que esclareça, sem exceção, todos os pontos.
      Quanto à história, tenho a consciência limpa diante de Deus. Aliás, o que eu ganharia inventando historinhas? Não vemos como é fácil postar na internet qualquer bobagem sobre qualquer instituição? O senhor sabe que este é um site relativamente obscuro, então fora os envolvidos e os curiosos, entre os quais eu, ninguém pensa muito nessas questões. E é nesta condição que estou aqui, um curioso.
      Quanto ao conteúdo, expliquei mais abaixo como descobri estes temas. Quanto à linguagem, que talvez o senhor possa ter tomado por dissimulação, bem: “salve Maria” não é exclusividade vossa, e se chamei Plínio e João Clá de “Dr. Plínio” e “Monsenhor João” foi em sinal de respeito a vocês, e para evitar hostilidades desnecessárias que geram ruídos na comunicação.

      1. Gostei da sua explicação,mas queria lhe perguntar por que acha esse site obscuro? Ele é luminoso,no sentido de que mostra sempre a verdade. Já o site Montfort é obscuro, pois tem muita mentira pelo meio de seus artigos.

        1. Digo “obscuro” no sentido de não ser popular como os da mídia tradicional (Globo, Folha etc) ou uma rede social qualquer. Neste sentido, o Montfort também é obscuro, porque os imediatamente interessados são uma fração da população católica.
          Porém no seu sentido, concordo. Este site explicou perfeitamente tudo a que se propôs, o que desmente pelo menos o que foi dito sobre o mesmo assunto pelo Montfort. Outras coisas nesse site ainda se provam úteis, lembro por exemplo de um artigo sobre a formação do cânon bíblico. Enquanto fonte desse tipo de informação, o Montfort já me foi útil, porém vi que não são verdadeiros em muitos assuntos, principalmente aqueles relativos aos temas tratados aqui.

          1. Obrigado pela resposta.Agora acredito que o senhor está de boa fé e boas intenções.

          2. Um conselho : acompanhe sempre os Arautos,pois assim o senhor se tornará um verdadeiro Católico,Apostólico e Romano ,e encontrará o verdadeiro sentido da vida que é conhecer, amar e servir a Deus nessa Terra e depois ser feliz no Céu, junto a Deus,seus anjos e seus santos e Nossa Senhora por toda a eternidade.

  2. Senhores Ex-Arautos, salve Maria!
    Desde já peço perdão pelo longo comentário que se seguirá, que inclusive, por necessidade, incluirá um número de fatos pessoais. Faço este comentário anonimamente por discrição em razão de certas precauções que não vem ao caso (adianto que isso não tem a ver com envolvimento em qualquer das polêmicas aqui tratadas, como se verá). Na realidade venho de uma casa protestante, e mesmo num site obscuro como esse, prefiro preservar o anonimato enquanto não for “oficialmente” católico.
    Comecei o processo de conversão em meados de julho ou agosto do ano passado, quando passei a me aprofundar na doutrina católica. Li um número considerável de textos e livros, me familiarizei com as questões atuais nos meios católicos (como por ex. a polêmica envolvendo o Vaticano II), a doutrina e tudo o mais, principalmente através de sites e fóruns estrangeiros, como o fisheaters.com e o r/Catholicism no Reddit, e livros e palestras de caráter apologético, como os do Scott Hahn. Só depois de algum tempo conheci o ambiente católico nacional, as comunidades e as figuras famosas. Tudo isto com uma grande empolgação por tudo o que descobria. Devido à pandemia, não pude continuar o processo de entrada na Igreja, e ainda não recebi os sacramentos. De qualquer forma, neste isolamento, continuo estudando e confirmando este chamado do Senhor à Igreja.
    Em tudo isto ignorava completamente a existência dos Arautos, e só conhecia a TFP como um grupo politicamente conservador. Ouvi dos Arautos pela primeira vez em outubro do ano passado, quando da perseguição que a rede Globo promoveu ao grupo. Naturalmente aquilo, da forma passada, foi muito chocante, principalmente porque culpavam a Igreja para a qual eu estava entrando. Porém fui cauteloso, já que a mídia jamais poupa esforços ao criticar a fé cristã. Perguntei-me como “só agora” isto estava vindo à tona, e como um grupo cuja aparência era toda de ortodoxia poderia ser esta seita pintada na televisão.
    Inicialmente conheci os detratores dos Arautos, li todos os artigos na seção “TFP” do site Montfort (que antes disso conhecia como uma simples fonte de respostas com relação à doutrina e história) e fiquei surpreso com como aquilo destoava dos vídeos dos Arautos que via no YouTube. As homilias, as lindas missas, os vídeos do cotidiano, os testemunhos, tudo era bem diferente. Conheci também os sites com “leaks”. Imaginem como eu tinha informações contraditórias. Ainda por cima, ao pesquisar o “outro lado”, conheci sites tefepistas da outra vertente que, ainda que justificando a obra do Dr. Plínio, maldiziam Monsenhor João por deturpar a obra do falecido mestre.
    Bem, conheci este site e os Ex Arautos de Minas há dois ou três dias e só posso agradecê-los por ser a maior e mais completa fonte de defesa dos Arautos do Evangelho. Todas as respostas parecem estar plenamente alinhadas com o magistério da Igreja e com a realidade dos fatos. Só posso vos agradecer e pedir que continuem o excelente trabalho, malgrado ainda tenha alguns pudores, seja pela má primeira impressão, seja pelo meu background.
    Por isso gostaria de fazer algumas perguntas, questões que ainda não tenho claras apesar dos tantos blogs, sem qualquer ordem ou tema específico, e que podem ser respondidas da maneira que os autores julgarem melhor, porém creio que posts explicando pelo menos alguns destes pontos seriam úteis para a fé.
    1- Já que a “bagarre”, o castigo prometido em Fátima, e o eventual “Reino de Maria”, o reinado social de Jesus na Terra, ainda não são a parusia, os Arautos acreditam que depois desse período de florescimento virá a decadência que precederá a parusia? Pois é comum falar-se em apostasia e dificuldades antes da segunda vinda, algo que não combina com o florescimento previsto pelo Dr. Plínio e pelos Arautos. Como vocês responderiam à acusação de “milenarismo”?
    2- Vi um vídeo (que pode ter sido editado, admito) de um padre arauto expulsando um demônio em nome de Monsenhor João? Como isto se explica? O vídeo não era de uma sede dos Arautos.
    3- A “Cerimônia da Bagarre” é legítima?
    4- Qual a explicação do vídeo em que há a leitura da suposta conversa com um demônio e das coisas ditas sobre o Santo Padre, entre outras coisas?
    5- Entendo que em 2019 o Vaticano retomou a investigação aos Arautos para apurar os fatos e que esta não é a mesma investigação que aquele concluída por volta de 2018, correto? Qual foi o veredito do Vaticano à época? Há documentos ou decisões por parte da Santa Sé?
    6- Quanto à investigação atual, li agora em 2020 que os Arautos a reconheceram depois de a rejeitarem devido a um erro formal (o Vaticano tratou como pública a Associação que é privada), aliás esta rejeição foi amplamente divulgada como uma desobediência pela mídia. Pois bem, agora que os Arautos reconheceram a nova investigação, quais são os rumos que ela tem tomado? É dom Raymundo que a preside ainda? Quais informações temos sobre isso?
    7- Em qual sentido fala-se no grupo em “sacrifício expiatório” da irmã Lívia? Veja, não contesto a vossa versão da história, na qual acredito, mas não entendo o uso desta expressão, que a mim parece ter implicações ruins para a doutrina da expiação no sacrifício de Nosso Senhor na cruz.
    8- Os padres arautos são canonicamente como outros padres religiosos, como franciscanos, capuchinhos, etc? Há padres arautos que atuam como padres diocesanos ou auxiliando paróquias diocesanas?
    9- (Sei que este é um grupo d ex-membros, portanto algumas informações vocês podem não saber) Por quanto tempo os candidatos ao sacramento da Ordem se preparam? A família paga pelo seminário?
    10- É permitido aos membros cultivar devoções particulares a outros santos que não aqueles comumente promovidos pelo carisma dos arautos?
    Acho que isto é só. Aguardo ansioso tanto pela resposta, como pelos próximos posts do blog, em todo o espírito fraterno e amor em Cristo, com toda a boa vontade.

    1. Rapaz, para quem conhece os Arautos desde outubro, realmente é um nível de conhecimento que só mesmo estudo em tempo integral permitiria saber tanta coisa.

      Uma parte das suas perguntas, sobretudo as referentes ao sacerdócio, foi respondida na Live que padres Arautos fizeram no último sábado, e que está disponível no canal ‘Arautos Sem Segredos’ do Youtube (https://www.youtube.com/channel/UC8RPmvV2d-THeXLmzZn6oHg/videos)

      De qualquer forma, vamos tentar responder as duas primeiras perguntas aqui, e as outras conforme o tempo ir permitindo.

      1- Já que a “bagarre”, o castigo prometido em Fátima, e o eventual “Reino de Maria”, o reinado social de Jesus na Terra, ainda não são a parusia, os Arautos acreditam que depois desse período de florescimento virá a decadência que precederá a parusia?”

      Sim, os Arautos acreditam que haverá outra decadência, afinal, a humanidade continuará sob os efeitos do pecado original.

      -Como vocês responderiam à acusação de “milenarismo”?

      Sobre essa questão, a resposta está no artigo contra o Zucchi, deste mesmo blog (https://exarautos.org/index.php/2019/04/08/arautos-do-evangelho-ex-arautos-montfort-apurando-mensagem-zucchi/)

      Trecho:
      “Milenarismo” é o tipo de crença numa era de bem-aventurança predominantemente terrena – por exemplo, em 2007 Bento XVI disse que a Teologia da Libertação é milenarista.

      Dizer que os Arautos são milenaristas é uma afirmação simplória demais. Quando um católico reza no Pai Nosso ‘venha a nós o vosso Reino’, ele está sendo ‘milenarista’? Quando São Luis Grignion, no seu Tratado, disse do reinado de Maria, ele estava sendo milenarista? Quando Nossa Senhora disse em Fátima “por fim, meu Imaculado Coração triunfará”, Ela incentivou o milenarismo? Sobre esse assunto, existem matizes que as mentes apressadas e insuficientemente informadas não conseguem distinguir.

      ———————————————–

      2- Vi um vídeo (que pode ter sido editado, admito) de um padre arauto expulsando um demônio em nome de Monsenhor João? Como isto se explica? O vídeo não era de uma sede dos Arautos.

      Sobre essa questão, a resposta está no post Arautos e exorcismos, métodos inusitados (https://exarautos.org/index.php/2019/04/01/ex-arautos-arautos-exorcismos-metodos-inusitados/)

      “Os exorcistas também usam objetos sagrados aos quais o demônio reage como se fosse queimado; além da água benta, também sal e óleo exorcizados (segundo fórmulas hoje em desuso), medalhas e imagens, bem como a Eucaristia protegida por uma custódia. A isso se agregam as ladainhas e outras fórmulas do ritual, e ainda fórmulas improvisadas, feitas sob medida segundo as circunstâncias. À invocação dos Santos, alguns acrescentam a invocação de pessoas vivas como Madre Teresa [de Calcutá], cujo nome também provoca vivas reações do demônio através dos possuídos (LAURENTIN, René. Le démon, mythe ou réalité? Enseignement et expérience du Christ et de l’Église. Paris: Fayard, 1995, p.265)
      Nesse sentido testemunhou o Pe. Gabriele Amorth:
      “Eu invoco sempre o Padre Pio, o Pe. Candido; invoco sempre João Paulo II: ele também é muito forte (TOSATTI, Marco; AMORTH, Gabriele. Memorie di un esorcista: la mia vita in lotta contro satana. Milano: Piemme, 2013, p.171)

      1. Hahaha não foi estudo em tempo integral não. Eu li primeiro os artigos da Montfort, que os senhores devem conhecer bem, e a partir daí foi só pesquisar por palavras chave como: ‘plinio correa de oliveira bagarre’ ‘arautos reino de Maria’ e assim por diante com os temas controversos. Há dezenas de artigos e sites por aí, alguns deles bem anti-arautos, embora pró-Plínio. Não li, e admito, nenhum livro do Monsenhor João ou do Dr. Plínio, exceto pelas primeiras páginas do Revolução e Contra-Revolução.
        Agradeço pelas respostas dadas, vou reler com mais atenção os artigos citados.

        1. Bom, conhecer os Arautos através da Montfort é parecido com conhecer a Igreja Católica através dos escritos de Lutero…um caminho um tanto inusitado.
          Agora aproveitemos para responder a pergunta 3:

          ——–

          3- A “Cerimônia da Bagarre” é legítima?
          Resposta: melhor descrever a cerimônia, e aí você mesmo conclui se é legítima ou não.
          A ‘Cerimônia da Bagarre’ ocorria geralmente aos sábados, e durava uns 30 minutos. Algumas vezes Dr. Plinio participava, e ficava sentado aos pés de uma imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso. Mas a maioria das vezes era feita sem a presença dele.
          A cerimônia começava com um cântico de uma das lamentações do profeta Jeremias (De lamentatione Jeremiae Prophetae, gregoriano), depois todos cantavam o ‘Confiteor’ (ato de contrição). Em seguida vinha uma leitura de um texto, em tom de proclamação épica, na qual se falava da luta de Dr. Plinio contra a Revolução. Depois se incensava uma espada, e era lido um trecho do livro do Profeta Ezequiel, no qual ele exalta a espada com que Deus castiga os impenitentes. Depois se marchava cantando duas músicas: Mon Dieu (que é o hino francês com a oração do paraquedista), e o Soneto a Cristo Crucificado, de Santa Teresa de Ávila.
          Essa era a cerimônia da Bagarre, e qualquer coisa além disso é boataria de fofoqueira desocupada.
          Agora analise por si mesmo, e veja se tem algo de ilegítimo nela.

  3. Seria interessante enviar essa sugestão para D.Giovanni D’Ercole. Ele está reagindo contra a proibição de celebrar missas com os fieis. Deu uma boa declaração.

  4. Lendo este artigo, pensei: “será que não é algo feito pelo Espírito Santo, para acabar com os tantos abusos litúrgicos que transformam as Santas Missas em verdadeiros cabarés?”

    O fato é que a igreja será um local de oração e recolhimento, como sempre deveria ser. Um encontro com Deus!

    Muito bem pensado essa estratégia. Afinal irá selecionar os fiéis, pois, os que vão apenas por conveniência, serão vencidos pela preguiça e não irão pesar o ambiente!

    Aguardemos as mudanças!!

    1. Acho essa idéia típica de quem não tem garra para lutar por suas convicções. Daqui a pouco estamos aceitando também comunhão em saquinho plástico. Ceder para não perder é a saída dos que esperam só ser comindos no fim.

    2. Concordo plenamente consigo, e alias já é tempo que se faça algo pois que
      já se começa a sentir a grande falta que a Santa Igreja faz, apesar de se ter a impressão que tudo esteja sendo dirigido no sentido de nos fazer esquecer que Deus existe e que sua Santa Esposa se encerrou num mutismo e cegueira irremediáveis…

  5. Realmente o caminho teria que ser esse, porque está horrível com as igrejas fechadas.
    OS PASTORES ABANDONARAM O REBANHO PELA PRIMEIRA VEZ DESDE OS APÓSTOLOS

    1. É somente quem sente falta de igrejas abertas, que corre atrás de soluções. Muito boa explicação, e com certeza os Arautos são inspirados pelo Espírito Santo, basta entrar em suas igrejas para contemplarmos o que será o céu.

  6. Solução excelente! Muito boa! Para pessoas com mentalidade democrata cristã, sem coragem para lutar por seus direitos, conciliadores, partidáros do ceder para não perder. Enfim, os eternos fadados à derrota.

  7. É aquela coisa: “Quem quer, sempre acha uma solução, quem não quer, sempre acha uma desculpa”.
    A dica é ÓTIMA, mas vai ser difícil convencer certos padres e bispos.
    Sei que eu muitas dioceses tem padres atendendo confissões com distanciamento, mas é exceção. Na quaresma eu recebi várias portas na cara quando pedi confissão – e olha que no passado já me confessei até no meio da rua e dentro de ônibus em movimento.
    Conheço alguns padres que estão achando uma maravilha essa quarentena, pois agora podem ficar eternamente de férias.
    Parece uma ironia que justamente quando um papa fala em ‘pastores com cheiro de ovelhas’ a Igreja tenha registrado um período tão longo de fiéis sem acesso aos pastores e sacramentos…

  8. Tenho um amigo tradicionalista da Montfort que leu e não gostou, porque o que é de ‘antes’ do Concílio de Trento não é considerado ‘tridentino’.

    1. Claro, para esses malucos o único rito válido no universo é o tridentino (tridentino vem de “Trento” em latim, para quem não sabe).
      Tudo que veio antes ou depois é errado né, até a Santa Ceia não deve ter sido válida porque não era a “missa de sempre”

  9. Eu já ajudei a limpar igreja, e o maior obstáculo para limpeza sempre foram os bancos. É um trabalho enorme ter que arrastar todos, ou então ter que passar pano entre eles!
    E é realmente impossível ficar limpando os assentos todas as vezes que alguém se levantar! Precisaria de muita gente, e terminaria até estragando a madeira!
    Se retirarem os bancos, uma pessoa sozinha conseguiria limpar o recinto com muito mais facilidade. Basta um bom rodo, pano de chão e desinfetante. Ou aquelas máquinas que usam em shoppings e aeroportos. Seria uma beleza!
    Engraçado que algo tão simples poderia ajudar tanto!
    Que enviem essa sugestão para os bispos!

  10. Excelente. Vai ser preciso no entanto, a caida de clichés de muitos pastores de mentalidade protestantizada… Me veio a mente um frase do cardeal Ratzinger para a revista 30 giorni: ” o último lugar em desaparecer o comunismo vai ser a Igreja catolica”

  11. Acho a sugestão fantástica!!! Ao menos nessa fase inicial de reaproximação cautelosa. Ressalvada a observação acima sobre alguns assentos aos mais idosos.

  12. Sem dúvida, certas igrejas hoje não apresentam nenhum atrativo belo. E o que mais me dói na quarentena é não poder frequentar o ambiente sublime nas igrejas dos Arautos do Evangelho. Só eles, com seu esplendor litúrgico, poderão restaurar nas almas a sede do infinito, da contemplação do belo, que o mundo caótico as fez perder.

  13. Muito bem colocado! Ótimos pontos para se pensar…
    Desde a eclosão do vírus, me chamou a atenção o fato de que os Arautos já eram praticantes de todas as prevenções apresentadas pelo MS. O modo de lavar as mãos, o distanciamento e o non tangere, presentes no Ordo de Costumes da Instituição, por exemplo, já eram práticas correntes pelos membros…

  14. Eu acho que esta é a solução mais certa e poderiam deixar apenas algumas cadeiras,só para os muito idosos ,que não aguentariam mais de meia hora em pé.

  15. Quando o homem dá mais importância ao pensamento humano do hoje-agora perde a sabedoria acumulada no passado-sempre-atual, marcado pela graça, alegria do belo e principalmente pela didática do Mestre, N. Sr. Jesus. A Eucaristia, instituída por Ele (estarei convosco até a Minha vinda) é o clímax da missa. É quando Ele se dá a Suas ovelhas, que se mantiveram na graça e livres do pecado, confirmando-as na fé e na esperança de vida eterna em Seu Reino. O católico q não vive disto perdeu o rumo, mas sempre pode encontrar a via da graça, pois a misericórdia de Deus é infinita como Sua justiça. Damos graças ao bom Deus por termos igrejas, como as dos Arautos, p estarmos em sempre , e rm seguranca, na presença real (corpo, sangue, alma e divindade) de nosso Deus.

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